Universidade japonesa teria reduzido notas de candidatas para diminuir número de mulheres aprovadas no vestibular

A Universidade de Medicina de Tóquio, que está no centro de um escândalo de suborno, teria, segundo fontes, reduzido as notas dos exames de admissão de estudantes do sexo feminino para diminuir o número de mulheres que ingressam na instituição.

No mês passado, promotores de Tóquio denunciaram o ex-chefe do conselho de diretores da universidade e seu ex-presidente pela suspeita de admissão ilegal do filho de um funcionário de alto escalão do Ministério da Educação em troca de favorecimento em um programa de subsídios da pasta.

As fontes dizem que a universidade reduziu as notas de candidatas em uma certa medida na primeira fase do vestibular para o curso de medicina realizado neste ano.

Elas dizem que essa prática começou após a taxa de aprovação das mulheres ultrapassar os 30 por cento em 2010, mas nunca havia sido revelada.

Participaram do vestibular neste ano acadêmico 2.614 candidatos, dos quais 171 foram aprovados. A taxa de aprovação foi de 8,8 por cento para os homens e 2,9 por cento para as mulheres.

A universidade diz que não está ciente da prática, e que está realizando uma investigação interna sobre as alegações, com intenção de divulgar seu resultado em aproximadamente uma semana.

Um funcionário da universidade disse à NHK que muitas médicas têm dificuldade em trabalhar por longas horas ou responder a chamadas de emergência após se casarem ou terem filhos, o que supostamente atrapalharia as atividades dos hospitais.

FONTE : NHK PORTUGUÊS

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