Vice-campeões pelo Maquinho acertam com o Corinthians

O vínculo de ambos com o Alviceleste termina no final de dezembro e não haverá valores envolvidos na ida de ambos ao Timão, mesmo porque um jogador de futebol só pode assinar contrato profissional a partir dos 14 anos.

“Não temos como competir com os grandes clubes. Os pais dos meninos vão se mudar para São Paulo e terão respaldo do Corinthians”, explicou o coordenador da escolinha Stadium BR (representou o MAC no estadual), Marco Aurélio Jorge, que também é observador do Timão desde outubro. Lucas Zago fez quatro gols no estadual e o atacante Roberto marcou dez.

“Claro que o fato de eu estar trabalhando para o Corinthians aproximou os meninos do acerto, porque os outros três clubes grandes do Estado também queriam os garotos”, lembrou Marcão.

O coordenador da escolinha mariliense frisou que no Paulista Sub-13, todos os custos foram bancados pela Stadium BR e pelos pais dos atletas. “O MAC só nos emprestou o nome e tivemos também a parceria com a Secretaria de Esportes, que nos cedeu o transporte para a maioria das viagens”.

Além de Lucas Zago e Roberto, o meia Vinícius Luan foi para o Atlético-MG. “Esse foi para o Atlético antes do mata-mata. Se não estou enganado ele nem disputou a última partida da 1ª fase”, destacou Marcão. Quem deve acertar com um clube em breve é o atacante Hugo Rocha, vice-artilheiro do Paulista Sub-13, com 16 gols – seis atrás de Vitor Figueiredo, do Palmeiras.

“O Hugo tem propostas dos quatro clubes grandes de São Paulo, do Flamengo-RJ e do Athletico-PR. O pai dele está analisando as situações para ver o que é melhor para ele”, explicou o coordenador da Stadium BR.

Clube formador

O Marília poderia faturar com a ida de atletas se tivesse o certificado de “clube formador”, no entanto não é algo simples de se adquirir, pois é pedido uma série de exigências (confira no quadro).

Mesmo tendo jogado uma competição oficial de base, da Federação Paulista de Futebol (FPF), o atleta não é reconhecido pela CBF (Confederação Brasileira de Futebol) como agremiação que o formou.

No Estado de São Paulo, tirando os quatro principais clubes, somente 11 agremiações possuem esse certificado de “clube formador”: Osasco Audax, Botafogo, Brasilis/Águas de Lindoia, Desportivo Brasil, Ferroviária, Novorizontino, Ituano, Mirassol, Ponte Preta, São Caetano e XV de Piracicaba.

Requisitos para ser clube formador:

I – apresentar relação dos técnicos e preparadores físicos responsáveis pela orientação e monitoramento das respectivas categorias de base, com habilitação para o exercício da função;

II – comprovar a participação em competição oficial da categoria;

III – apresentar programa de treinamento, detalhando responsáveis, objetivos, horários e atividades, compatíveis com a faixa etária, atividade escolar dos atletas e período de competição;

IV – proporcionar assistência educacional que permita ao atleta frequentar curso em horários compatíveis com as atividades de formação, em qualquer nível (alfabetização, ensino fundamental, médio, superior, ou ainda curso técnico, profissionalizante, de capacitação ou de idiomas) mediante matrícula em estabelecimento de ensino regular ou através de professores contratados, mantendo controle sobre a frequência e o aproveitamento escolar do atleta;

V – proporcionar assistência médica aos atletas, através de profissional especializado contratado, terceirizado ou mediante celebração comprovada de convênio com instituições públicas ou privadas de modo a permitir o seguinte:

a) avaliação pré-participação realizada necessariamente por médico com especialização, ou experiência, em medicina do esporte, cardiologia ou clínica geral, e ainda por ortopedista, a qual deverá seguir as diretrizes da Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte, com vistas à prevenção de morte súbita;

b) exames complementares mínimos tais como: hemograma completo, glicemia, teste de afoiçamento de hemácias, parasitológico de fezes, urina (EAS), ECG basal e RX de tórax, assim como outros necessários para diagnóstico do estado de saúde do atleta;

c) calendário de vacinação atualizado (calendário oficial do Ministério da Saúde) e realização de exames periódicos anuais;

d) manter departamento médico dotado de área física e instalações compatíveis e apropriadas, equipado com material e medicamentos para atendimento básico e primeiros socorros, sob a responsabilidade de um médico e contando ainda, nos horários de funcionamento, com auxiliar de enfermagem e médico;

e) manter prontuário médico individual para cada atleta, devidamente atualziado, além dos registros diários dos atendimentos;

f) garantir meios para diagnóstico e tratamento de patologias, intercorrências e lesões;

g) dispor de centro de reabilitação, próprio ou conveniado, sob a responsabilidade de profissional habilitado e inscrito do CREFITO, com o mínimo de material e equipamentos que permitam a recuperação de lesões comuns;

h) comprovar que propicia assistência psicológica, por profissional habilitado e inscrito no CRP, mediante convênio com instituições públicas ou particulares, ou concurso de profissional contratado, que destine pelo menos (4) horas semanais ao clube;

i) comprovar que disponha de meios que permitam, de forma constante e contínua, proporcionar assistência odontológica aos atletas em formação através de medidas preventivas e terapêuticas, tanto por meio de serviços terceirizados, próprios ou conveniados;

j) sem prejuízo da atividade esportiva, facultar a visita de familiares do atleta, a qualquer tempo, e proporcionar, às suas expensas, ao final de cada temporada oficial (assim determinado no calendário de cada entidade de administração), meios para que o atleta possa viajar à sua cidade de origem, quando for o caso, com o objetivo de conviver com seus familiares até a data marcada para sua reapresentação, por força de competição ou início de próxima temporada;

k) garantir aos atletas em formação e que sejam residentes no clube, mínimo de (3) refeições diárias (desjejum, almoço e jantar), planejadas por nutricionista e servidas no clube ou fora dele, sendo exigível loca adequado e em boas condições de higiene e salubridade. Aos atletas em formação não residentes no clube será assegurado lanche em cada período de treinamento de que participar;

l) assegurar transporte para treinos e jogos, às expensas do clube e realizado pelos meios permitidos na legislação;

m) comprovar o pagamento mensal de auxílio financeiro para o atleta em formação, sob a forma de bolsa de aprendizagem, livremente pactuada mediante contrato formal, sem que se constitua vínculo empregatício entre as partes;

n) apresentar plano de contingência médica que garanta, nos locais de treinamento e jogos, pessoal, material e equipamentos de primeiros socorros, atendimento imediato e meios para o pronto transporte da vítima, quando necessário;

o) comprovar a existência, às suas expensas, de um seguro de acidentes pessoais, para cobrir as atividades do atleta em formação;

p) manter alojamento com área física proporcional ao número de residentes, dotado de ventilação e iluminação natural, em boas condições de habitabilidade, higiene e salubridade, com mobiliário individual, assim como e da mesma forma, banheiros e área de lazer;

q) fornecer aos atletas uniformes de treino e jogo, além de roupa de cama, mesa e banho, material de limpeza e higiene pessoal.

FONTE : JORNAL DA MANHÃ

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