WWF se une à ONU para proteger e restaurar ecossistemas

A Década das Nações Unidas da Restauração de Ecossistemas começa hoje como marco do Dia Mundial do Meio Ambiente. O WWF é parceiro global desse movimento que visa acelerar a restauração e colocar o mundo no caminho de um futuro sustentável. Isso inclui a articulação de um impulso político para a restauração, assim como milhares de iniciativas de campo.

Por WWF-Brasil

Como Parceiro Global, o WWF desempenhará um papel ativo no gerenciamento e na definição da Década de Restauração de Ecossistemas. Com base em nossa ampla experiência para proteger e restaurar a natureza, nosso compromisso de longo prazo envolverá o financiamento e a liderança de esforços para realizar a restauração de ecossistemas globalmente e a contribuição de novas ciências e pesquisas para ajudar a expandir esses esforços de maneira eficaz.

O objetivo da Década está diretamente conectado ao propósito do WWF de reverter as curvas de aumento dos gases de efeito estufa e a da perda de biodiversidade.

Liderada pelo PNUMA (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente) e pela FAO (Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura), a Década da ONU vai de 2021 a 2030, que é também o prazo final para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e a linha do tempo que os(as) cientistas identificaram como a última chance de evitar mudanças climáticas catastróficas. Um relatório lançado recentemente pela rede WWF sobre a restauração da paisagem florestal, marca o início desta contribuição e mostra que a restauração pode trazer vários benefícios sociais, econômicos e ambientais quando implementada no nível da paisagem e em colaboração com as comunidades locais.

De acordo com Marco Lambertini, diretor geral do WWF-Internacional, a civilização humana depende completamente da natureza para saúde, bem-estar e prosperidade. “Vimos isso em primeira mão trabalhando com comunidades e parceiros em todas as geografias para proteger e restaurar os ecossistemas em que vivem e dos quais dependem, de florestas, pastagens a rios, pântanos, recifes de coral e manguezais. Hoje, enquanto o mundo busca garantir um futuro resiliente, neutro em carbono e positivo para a natureza para todos, devemos nos unir para interromper o declínio da natureza, reverter sua perda e colocá-la no caminho da recuperação até 2030. É uma visão ambiciosa, mas por meio da vontade política coletiva e da ação coordenada pela Década das Nações Unidas da Restauração de Ecossistemas, temos uma oportunidade imperdível de conseguir”, afirma Lambertini.

Como parceiro global, o WWF vai trabalhar com diversas instituições para dobrar a curva da perda de biodiversidade, enfrentar a crise climática e construir um futuro no qual as pessoas e a natureza prosperem. “Juntos como um só, podemos ajudar a inspirar uma nova geração de pessoas que reconhecem que a natureza não é abstrata ou separada de nossas vidas, mas uma parte intrínseca de nossa existência, nosso bem-estar e nosso futuro”, diz Lambertini.

“Para alguns, uma década pode parecer muito tempo. Mas, são os próximos dez anos que os cientistas nos dizem que são mais importantes em nossa luta contra a mudança climática catastrófica e para a proteção de um milhão de espécies atualmente ameaçadas de extinção. Reviver centenas de milhões de hectares em ecossistemas terrestres e marinhos é uma tarefa assustadora e não pode ser atendida por nenhuma entidade sozinha”, afirma Tim Christophersen, Coordenador da Década das Nações Unidas da Restauração de Ecossistemas.

Segundo Christophersen, o WWF já está liderando esforços na restauração de ecossistemas como um dos principais órgãos independentes de conservação do mundo. “Estamos ansiosos para trabalhar juntos no desenvolvimento da Década da ONU com compromissos significativos e de longo prazo, aproximando o bem-estar das pessoas, da vida selvagem e do meio ambiente”, comentou.

No Brasil
O WWF-Brasil tem participado de arranjos institucionais junto às instituições como o Pacto pela Restauração da Mata Atlântica, Articulação pela Restauração do Cerrado – Araticum, Aliança pela Restauração da Amazônia além de muitas outras para acelerar a restauração nos principais biomas do país. Até 2030, o objetivo da instituição é chegar na marca de 12 milhões de hectares estejam restaurados ou em restauração com vegetação nativa, incluindo ecossistemas aquáticos.

De acordo com Maurício Voivodic, diretor-executivo do WWF-Brasil, a restauração de ecossistemas vai muito além do plantio de árvores. “A recuperação precisa escutar e criar condições que garantam os direitos dos povos indígenas, tradicionais e agricultores familiares em seus territórios. Recuperar contribui diretamente para a criação de um novo modelo de desenvolvimento que promove a qualidade de vida e a economia sustentável com geração de emprego e renda na cadeia produtiva da restauração”, diz Voivodic.

FONTE:WWF BRASIL

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