ONU libera US$110 milhões para reforçar assistência em crises esquecidas
Com financiamento global diminuindo, a ONU alocou quantia do Fundo Central de Resposta de Emergência, Cerf, para levar ajuda a 10 dos pontos mais críticos de crises negligenciadas em áreas da África, Ásia e América Latina incluindo Venezuela e Honduras.
A ONU anunciou a liberação de US$ 110 milhões para garantir assistência vital a mais de 300 milhões de pessoas no mundo.
A quantia do Fundo Central de Resposta a Emergências, Cerf, deve impulsionar o auxílio nas 10 crises mais subfinanciadas e negligenciadas do globo na África, Ásia e América Latina.
Onda de violência
O subsecretário-geral de Ajuda Humanitária, Tom Fletcher, afirmou que com a redução de contribuições de doadores, o financiamento deve atingir uma baixa recorde.
Ele lembra que as necessidades nessas áreas continuarão a existir mesmo com o corte de verbas de apoio.
Com a liberação das Nações Unidas, um terço do novo financiamento será direcionado ao Sudão, que atravessa uma onda de violência, deslocamentos e fome. Muitos sudaneses fugiram para o Chade, o país vizinho.
A nova alocação do Cerf assistirá ainda Afeganistão, República Centro-Africana, Honduras, Mauritânia, Níger, Somália, Venezuela e Zâmbia.
Muitos projetos beneficiados estão salvando vidas e protegendo pessoas em situação vulnerável de choques climáticos.

© Unicef/UNI704906/Mendes
Famílias, crianças e comunidades afetadas pelo ciclone Chido no distrito de Mecufi, província de Cabo Delgado, Moçambique
Moçambique e Haiti integram lista de beneficiados
Duas vezes por ano, o Fundo de Emergência Global da ONU aloca recursos para emergências subfinanciadas alertando para a demanda de financiamento adicional de Estados-Membros, do setor privado e outras partes.
No final de 2024, US$ 110 milhões foram destinados para ajuda de mais de 3 milhões de pessoas em emergências subfinanciadas em Burkina Fasso, Burundi, Camarões, Etiópia, Haiti, Malauí, Mali, Moçambique, Mianmar e Iêmen.
Este ano, a comunidade humanitária pede quase US$ 45 bilhões para assistir 185 milhões das pessoas que vivem em áreas de crise pelo mundo.
Mas até o momento, apenas 5% desse financiamento foi recebido, deixando uma lacuna de mais de US$ 42 bilhões.
FONTE:ONU NEWS