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Homem exige indenização de ¥19 milhões após ser preso por engano: “Fui tratado como criminoso sem provas”

Posteriormente, a polícia descobriu e prendeu o verdadeiro autor dos crimes

Um homem que foi preso duas vezes por engano em 2023 pela Polícia da Província de Osaka entrou com uma ação judicial no mês passado, pedindo indenização de cerca de ¥19 milhões contra o governo do Japão e o governo de Osaka.

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Ele alega ter sofrido interrogatórios ilegais e pressão psicológica enquanto era tratado como culpado, informou a emissora NHK.

O homem, com idade entre 20 e 29 anos, foi preso em abril de 2023 por suspeita de ameaçar uma conhecida pelas redes sociais e, em maio do mesmo ano, acusado de enviar imagens íntimas da mulher para outra pessoa.

“Você é 100% o culpado”
Ele sempre negou as acusações, mas ficou 42 dias detido. Durante esse período, segundo a ação, policiais e promotores o pressionaram dizendo “você é 100% o culpado” e “não há outra possibilidade”, forçando-o a fazer uma falsa confissão.

Posteriormente, a investigação mostrou que as mensagens e imagens partiram de outra conta e que alguém se passou pelo homem. Ele foi libertado sem acusação formal, e a polícia pediu desculpas em julho de 2023, reconhecendo o erro.

Meses depois, em outubro de 2023, a polícia prendeu um cabeleireiro de 31 anos, conhecido da vítima, que admitiu ter se passado pelo homem para “chamar a atenção” da mulher. O verdadeiro autor foi processado e condenado em março de 2024, recebendo pena com suspensão condicional.

Danos físicos e emocionais
No processo, o homem acusa a polícia e a Promotoria Pública de não investigarem adequadamente antes de prendê-lo, o que resultou em danos físicos e emocionais.

“Fui tratado como criminoso sem provas, sofri um interrogatório ilegal e quero evitar que outros passem pela mesma experiência”, declarou, por meio de seu advogado Masashi Akita.

Segundo o advogado, mesmo após mais de dois anos desde as prisões equivocadas, o cliente ainda sente ansiedade sempre que vê reportagens sobre o caso na TV, o que tem afetado também seu trabalho.

“Se tivessem reunido provas objetivas, ficaria claro que ele não era o autor, e a prisão equivocada poderia ter sido facilmente evitada. Queremos usar este processo para expor os problemas na investigação e garantir que injustiças assim não se repitam”, disse Akita.

A polícia e a Promotoria Pública de Osaka não quiseram comentar o assunto, segundo a NHK.

FONTE: ALTERNATIVA ON LINE

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