Recorde de população idosa pressiona mercado de trabalho e economia, sinalizando desafios para as próximas décadas
Estimativa revela que um em cada sete trabalhadores no país já é idoso, projeções indicam que proporção continuará crescendo até 2040
A parcela da população japonesa com 65 anos ou mais atingiu 29,4%, o maior índice entre países com mais de 40 milhões de habitantes, segundo estimativa do governo divulgada neste domingo.
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O número de idosos no país chegou a 36,19 milhões, e a quantidade de trabalhadores idosos aumentou pelo 21º ano consecutivo, alcançando um recorde de 9,3 milhões, informou o Ministério de Assuntos Internos e Comunicações, às vésperas do Dia do Respeito aos Idosos, celebrado na segunda-feira.
De acordo com o Japan Today, atualmente, um em cada sete trabalhadores japoneses tem 65 anos ou mais. A lei de segurança e saúde no trabalho, revisada em maio, exige que empresas adotem medidas para reduzir riscos de acidentes entre funcionários mais velhos.
Apesar do aumento no emprego entre idosos, a população total com 65 anos ou mais registrou leve queda em relação ao ano anterior, totalizando 15,68 milhões de homens e 20,51 milhões de mulheres, 50 mil a menos que em 2023.
O Instituto Nacional de Pesquisa Populacional e de Seguridade Social projeta que o número de idosos no Japão chegará a 39,28 milhões em 2040, representando 34,8% da população total, à medida que a segunda geração do baby boom (1971-1974) entra na velhice.
Entre países com população superior a 40 milhões, a Itália registra 25,1% de pessoas com 65 anos ou mais, seguida pela Alemanha, com 23,7%. O Japão também apresenta uma taxa elevada de pessoas com 75 anos ou mais 17,2% e acima de outras nações com grandes populações idosas.
O ministério destacou que a maioria dos trabalhadores idosos em 2024 estava em empregos de meio período ou por contrato, especialmente nos setores de atacado e varejo.






















