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“Aceitar somente estrangeiros que respeitam as regras no Japão”: veja o que dizem os candidatos à sucessão de Ishiba

Todos eles rejeitam uma política de imigração abrangente e defendem medidas mais rígidas para quem não cumpre as leis

Os cinco candidatos à liderança do Partido Liberal Democrata (PLD), cuja eleição interna será realizada em 4 de outubro para definir o provável sucessor do primeiro-ministro Shigeru Ishiba, participaram na terça-feira (23) de um debate público organizado pela própria sigla.

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O tema foi a política para estrangeiros, em meio ao crescimento do número de trabalhadores vindos do exterior, que ultrapassou 2,3 milhões em outubro passado, o maior da história, mas que também tem gerado atritos em algumas comunidades locais.

Veja o plano de governo dos candidatos em relação aos estrangeiros
(com informações dos jornais Sankei e Sponichi)

Toshimitsu Motegi: “Zerar os ilegais”
O ex-secretário-geral do PLD, Toshimitsu Motegi, 69 anos, afirmou que o Japão não deve adotar uma política de imigração. Segundo ele, é necessário acolher estrangeiros que respeitem as regras, mas, ao mesmo tempo, aplicar medidas rigorosas contra quem não cumpre a lei. Motegi citou sua recente visita a Kawaguchi (Saitama), onde há concentração de imigrantes curdos e conflitos locais, como exemplo da necessidade de controle.

“Basicamente, sou contra aceitar imigrantes. Devemos buscar ‘zero estrangeiros ilegais’, garantir a obediência às leis e aplicar medidas severas a quem não respeitar as regras. Claro que precisamos ter tolerância para receber aqueles que cumprem as normas.”
Toshimitsu Motegi

Yoshimasa Hayashi: “Entrada gradual e controlada”
O atual chefe de gabinete Yoshimasa Hayashi, 63 anos, destacou sua atuação no endurecimento das regras de conversão de carteira de motorista estrangeira para a japonesa. Defendeu que a entrada de trabalhadores estrangeiros seja “suave e controlada a médio e longo prazo”, apenas na medida da necessidade.

“O primeiro passo é eliminar práticas ilegais ou injustas. Quanto aos trabalhadores estrangeiros, é importante permitir a entrada apenas na medida necessária, de forma gradual e controlada a médio e longo prazo.”
Yoshimasa Hayashi

Sanae Takaichi: “Tolerância zero para ilegais”
A ex-ministra da Segurança Econômica Sanae Takaichi, 63 anos, propôs a criação de uma estrutura de comando central para tratar da questão dos estrangeiros, incluindo ajustes legais. Defendeu o combate rigoroso à permanência ilegal, afirmando que pessoas que entram no país fingindo ser refugiados por motivos econômicos devem ser deportadas. Também mencionou a necessidade de regras claras para a compra de terras por estrangeiros.

“É preciso identificar os problemas e avançar até a criação de leis que solucionem essas questões. Quanto aos que permanecem ilegalmente, devemos agir de forma rigorosa. Pessoas que entram no Japão fingindo ser refugiados por motivos econômicos devem ser deportadas.”
Sanae Takaichi

Shinjiro Koizumi: “Plano de ação ainda este ano”
O ministro da Agricultura Shinjiro Koizumi, 44 anos, reafirmou que o governo não deve adotar uma política de imigração. Ele defendeu que estrangeiros sigam as regras e que o Japão corrija falhas no sistema atual, que não acompanha o crescimento da entrada de estrangeiros. Koizumi destacou a necessidade de fortalecer a coordenação do governo e prometeu apresentar um plano de ação até o fim do ano para garantir um controle mais eficaz.

Koizumi destacou a necessidade de fortalecer a função de comando do governo, citando como prioridades corrigir o uso indevido de seguro de saúde e de auxílios infantis, monitorar a aquisição de imóveis por estrangeiros e criar mecanismos de controle mais eficazes.

“A regra básica é que os estrangeiros também respeitem as normas. O atual sistema não consegue lidar plenamente com o aumento da entrada de estrangeiros, e precisamos corrigir isso.”
Shinjiro Koizumi

Takayuki Kobayashi: “Menos dependência de estrangeiros”
O ex-ministro da Segurança Econômica Takayuki Kobayashi, 50 anos, também rejeitou a adoção de uma política de imigração, defendendo a formulação de uma visão de médio e longo prazo para a convivência com estrangeiros. Ressaltou que alguns setores e regiões precisam da mão de obra estrangeira, mas insistiu que é preciso ser firme com quem descumpre as regras. Para Kobayashi, o país deve construir um sistema que dependa o mínimo possível de trabalhadores estrangeiros.

“Há regiões e setores que precisam da força de trabalho estrangeira, mas para proteger quem trabalha de forma séria, precisamos ser firmes com aqueles que não cumprem as regras. É necessário construir um sistema que dependa o mínimo possível de trabalhadores estrangeiros.”
Takayuki Kobayashi

FONTE: ALTERNATIVA ON LINE

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