Pela primeira vez, Japão vai investigar postagens de ódio e discriminação contra estrangeiros na internet
O objetivo do governo é entender a dimensão do problema e reforçar as medidas de combate à xenofobia no país
O Ministério da Justiça do Japão anunciou que vai realizar no ano que vem a primeira investigação nacional sobre discursos de ódio contra estrangeiros na internet, informou a agência Jiji Press no sábado (18).
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O objetivo é entender a dimensão do problema e reforçar as medidas de combate à discriminação.
Nos últimos anos, postagens discriminatórias em redes sociais, como o X (antigo Twitter), direcionadas a grupos étnicos ou nacionais específicos, têm se espalhado amplamente, tornando-se uma questão social preocupante.
A pesquisa vai analisar essas publicações e coletar informações de consultas feitas a governos locais sobre casos de discriminação. Para isso, o ministério destinou 70 milhões de ienes no pedido orçamentário do ano fiscal de 2026.
De acordo com a definição do Ministério da Justiça, “discurso de ódio” se refere a declarações que incitam a exclusão injustificada de determinados grupos de pessoas.
Manifestações xenófobas
Desde a promulgação da Lei de Eliminação do Discurso de Ódio, em 2016, as manifestações xenófobas nas ruas diminuíram. Porém, o avanço das redes sociais trouxe novos desafios.
Segundo o ministério, aumentaram os relatos de estrangeiros de origem chinesa, curda e do Sudeste Asiático aos serviços de atendimento das prefeituras. Além disso, a anonimidade das redes sociais tem dificultado identificar os responsáveis.
O Japão tem registrado número recorde de estrangeiros residentes e visitantes. Cresce também a preocupação pública com possíveis conflitos, o que pode estar alimentando a propagação de postagens discriminatórias.
Na última terça-feira (14), o Ministério da Justiça realizou a primeira reunião de um grupo de especialistas. Composto por juristas, estatísticos e analistas de internet, a intenção é definir os detalhes da pesquisa, incluindo os itens de análise e os métodos de coleta de dados.
De acordo com a Jiji Press, as diretrizes deverão ser concluídas ainda neste ano fiscal.
FONTE: ALTERNATIVA ON LINE






















