Brasileiros são presos sob suspeita de furtar mais de 50 carros no Japão; prejuízos chegam a ¥230 milhões
A polícia acredita que eles faziam parte de uma quadrilha especializada e que os veículos eram enviados para revenda no exterior
A Polícia Metropolitana de Tóquio prendeu um brasileiro de 25 anos, acusado de furtar um Land Cruiser na cidade de Tatebayashi, província de Gunma, informou a emissora Fuji TV na segunda-feira (20).
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O suspeito, identificado como Marcelo Correia Sato, teria agido em conjunto com outro homem no dia 16 deste mês. Segundo as investigações, o furto ocorreu na garagem de uma residência.
De acordo com a polícia, Correia usou um dispositivo eletrônico chamado “CAN Invader”, capaz de acessar ilegalmente o sistema do carro e destravar as portas sem a chave — uma técnica cada vez mais usada em furtos de veículos de luxo no Japão.
Durante o interrogatório, o suspeito confessou o crime parcialmente. “Furtamos o carro juntos, eu e outro brasileiro cujo nome eu não conheço.”
Prisão de um segundo suspeito
A polícia prendeu outro brasileiro, identificado como Eder Yoshikazu Obana, de 43 anos, em Oyama, província de Tochigi. As autoridades o acusam de guardar o Land Cruiser furtado, mesmo sabendo da origem ilícita do veículo.
A polícia acredita que ambos fazem parte de uma quadrilha especializada em roubo e revenda de veículos de luxo. Além disso, os carros teriam sido enviados para o exterior.
Desde outubro do ano passado, a polícia registrou mais de 50 furtos semelhantes na região de Kanto, incluindo Gunma, totalizando um prejuízo estimado em cerca de 230 milhões de ienes.
As autoridades continuam investigando o envolvimento dos suspeitos em outros casos e a possível rota internacional usada para revender os automóveis furtados.
Como funciona o CAN Invader
De acordo com especialistas em segurança, o CAN Invader se tornou um método de furto comum em 2017. Hoje, ele aparece ao lado de outras técnicas modernas que visam o sistema eletrônico dos veículos, sem necessidade de arrombamento.
“CAN” refere-se à Controller Area Network, a rede interna que conecta a ECU, o motor e os diversos sensores do carro. O invasor atua nessa rede.
Com o equipamento certo, um criminoso pode destravar as portas e dar partida no motor. Leva pouco tempo — relatos indicam que o processo pode levar cerca de 3 minutos.
O aparelho é pequeno — cabe na palma da mão. O perigo maior, porém, é a facilidade de compra: esses dispositivos são comercializados abertamente em sites de comércio internacional, especialmente em fornecedores chineses.
Medidas de prevenção recomendadas por especialistas incluem: deixar o carro em garagens seguras, instalar travas de volante ou pedal e atualizar sistemas eletrônicos quando há recall ou atualização disponível.
FONTE: ALTERNATIVA ON LINE






















