Número de estrangeiros já ultrapassa 10% da população em 27 cidades do Japão
Levantamento mostra que trabalhadores e residentes permanentes estão cada vez mais enraizados nas comunidades locais e sustentando indústrias
O número de cidades japonesas onde os estrangeiros representam mais de 10% da população já chegou a 27 municípios em 13 províncias, segundo dados divulgados pela agência Kyodo no domingo (2).
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O levantamento mostra que trabalhadores estrangeiros e residentes permanentes, incluindo estagiários técnicos, estão cada vez mais enraizados nas comunidades locais e sustentando indústrias regionais em meio à escassez de mão de obra no país.
Em todo o Japão, a proporção média de estrangeiros é de 3%, mas o total de residentes alcançou 3,76 milhões no fim de 2024, o que representa um aumento de 350 mil pessoas em relação ao ano anterior — o maior crescimento já registrado.
Os dados foram obtidos a partir da comparação entre o registro populacional nacional e o número oficial de residentes com visto de permanência.
Cidades com maior presença de estrangeiros
O município com o maior índice de estrangeiros é Shimukappu, em Hokkaido, onde 582 dos 1.590 moradores (36,6%) vieram de outros países. Logo em seguida aparecem Akaigawa (Hokkaido), Ikuno (Osaka), Oizumi (Gunma) e Kutchan (Hokkaido) — todos com mais de 20% da população formada por estrangeiros.
Entre as 27 cidades e vilas com taxa superior a 10%, estão também regiões industriais e turísticas, além de locais que historicamente já tinham grande número de residentes permanentes, como Onna (Okinawa).
Crescimento tende a continuar
O Instituto Nacional de Pesquisa em Seguridade Social e População estima que, até 2070, os estrangeiros representarão 10,8% da população japonesa. Essa tendência reflete a dependência crescente da economia japonesa em relação à força de trabalho estrangeira — especialmente em setores como manufatura, turismo e agricultura.
Estudos mais recentes, no entanto, mostram que o número de imigrantes pode aumentar de 3% para 10% da população já em 2040, cerca de 30 anos antes da previsão inicial.
FONTE: ALTERNATIVA ON LINE






















