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Brasileira vítima de “golpe do romance” vira cúmplice e acaba presa no Japão após se apaixonar por criminoso

A mulher, de 68 anos, teria oferecido sua conta bancária e atuado como intermediária na coleta de dinheiro depois de receber ordens do golpista

Um caso inusitado envolvendo o chamado “golpe do romance” ocorreu em Yokohama (Kanagawa): uma brasileira que inicialmente seria vítima acabou se tornando suspeita de participar dos crimes, informou o jornal Mainichi nesta terça-feira (2).

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A Polícia da Província de Kanagawa prendeu a brasileira Neuza Yaeko Aoki, de 68 anos, que trabalha como motorista de ônibus e mora em Tochigi.

De acordo com as autoridades, ela ofereceu sua conta bancária e atuou como intermediária na coleta de dinheiro após receber ordens de um golpista por quem havia se apaixonado.

Envolvimento no golpe

Segundo a polícia, a brasileira teria agido como cúmplice, por ordem de um criminoso não identificado, para enganar uma mulher de 70 anos, moradora de Yokohama.

Entre fevereiro e abril, a vítima transferiu cerca de 3,5 milhões de ienes após trocar mensagens em redes sociais com alguém que se passava por um “militar iraquiano”.

De acordo com o jornal, a brasileira é apontada como a responsável por fornecer a conta usada para receber os depósitos e admitiu o crime.

A vítima de Yokohama relatou que o suposto militar pedia dinheiro sob pretextos como “custos de envio de bagagem”. Em maio, o golpista alegou precisar de fundos para fugir do Iraque em um avião particular. Ele enviou um “agente” para buscar 1,46 milhão de ienes em dinheiro.

A brasileira seria essa agente, motivo pelo qual já havia sido detida anteriormente em 11 de novembro.

De vítima a cúmplice

Apesar da participação no crime, a polícia acredita que Aoki também foi vítima de um golpe semelhante. Ela teria mantido contato por redes sociais com alguém que se apresentava como “militar americano”, por quem se apaixonou, conforme informou o jornal.

Segundo seu depoimento, ela sabia que se tratava de uma fraude, mas continuou colaborando porque “gostava do responsável pelas instruções”.

As investigações apontam ainda que a conta bancária da brasileira foi utilizada em mais golpes, conforme apurado por outras unidades policiais em diferentes províncias. A polícia segue apurando o alcance do esquema e as circunstâncias que levaram a mulher a ser simultaneamente vítima e cúmplice.

FONTE: ALTERNATIVA ON LINE

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