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Cerca de 3.500 itens alimentícios devem ficar mais caros no Japão entre janeiro e abril

Além desses produtos, o bolso dos consumidores já está sendo afetado pelos altos preços de hortaliças, arroz e ovos

Os preços dos alimentos devem continuar sob pressão no Japão. Segundo levantamento de uma empresa privada de pesquisa, aproximadamente 3.500 itens alimentícios têm reajustes previstos entre janeiro e abril do próximo ano. Produtos básicos como arroz e ovos seguem em alta, com o arroz atingindo novo recorde de preço e os ovos registrando aumento pelo 14º mês consecutivo em comparação anual, informou a emissora NHK.

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De acordo com pesquisa da Teikoku Databank, que analisou 195 grandes fabricantes nacionais, 3.593 itens terão aumento de preço entre janeiro e abril. Embora o número seja cerca de 40% menor do que no mesmo período do ano anterior — quando estavam previstos reajustes em 6.121 produtos —, apenas em abril mais de 2.000 itens devem ficar mais caros.

O principal fator apontado para os reajustes é a alta dos custos de matérias-primas. Em relação ao levantamento anterior, cresceram de forma significativa as justificativas ligadas ao aumento dos custos de embalagens e materiais, além da elevação dos gastos com mão de obra, ambos com alta superior a 20 pontos percentuais.

Por categoria, os condimentos, como maionese e molhos, lideram os reajustes, com 1.603 itens, seguidos pelos alimentos processados, como produtos congelados e arroz pronto, com 947 itens.

Sobre o cenário após abril, a empresa avalia que, embora haja incertezas a partir de maio, a tendência de reajustes persistentes pode continuar, impulsionada pelos custos elevados de insumos e pelo aumento das despesas com pessoal.

Preços de hortaliças

O Ministério da Agricultura, Florestas e Pesca divulgou a previsão de preços no atacado, para janeiro, de 15 tipos principais de hortaliças comercializadas no Mercado Atacadista Central de Tóquio.

A expectativa é de que tomate, batata e cebola apresentem preços mais de 30% acima da média dos últimos cinco anos ao longo do mês. No caso do tomate, atrasos no plantio em Kumamoto, causados por chuvas recordes, afetaram a produção.

Já a batata e a cebola, produzidas principalmente em Hokkaido, sofreram com o calor intenso do verão e a escassez de chuvas, resultando em produtos menores e menor volume de embarques.

A cenoura também deve registrar aumento, entre 10% e 30%, devido à pouca chuva em Chiba, uma das principais regiões produtoras. Em contrapartida, hortaliças típicas do inverno, como nabo e acelga, tiveram crescimento considerado normal e devem manter preços próximos da média. Repolho e alface tendem a ficar mais baratos, com valores mais de 10% abaixo do padrão.

Arroz atinge novo recorde

Alguns alimentos, no entanto, continuam em patamares elevados. Segundo o ministério, o preço médio do arroz vendido em supermercados, na semana encerrada em 21 de dezembro, foi de 4.337 ienes por 5 quilos, um aumento de 6 ienes em relação à semana anterior. Trata-se da segunda alta consecutiva, superando o recorde anterior registrado no fim de novembro.

Ovos sobem há 14 meses seguidos

O preço dos ovos, item essencial da mesa japonesa, segue em trajetória de alta. De acordo com a JA Zen-Noh Tamago, o preço médio no atacado em Tóquio neste mês foi de 345 ienes por quilo (tamanho M), com aumento de 55 ienes em relação ao ano anterior. É o 14º mês consecutivo de alta e o valor mais elevado já registrado para dezembro desde o início da série histórica, em 1993.

No varejo, a pressão também é sentida. Levantamento do ministério realizado entre 8 e 10 de dezembro apontou preço médio de 308 ienes por uma cartela com 10 ovos, o mais alto desde o início da pesquisa, em 2003.

Segundo o governo, a principal causa é a redução da oferta, resultado dos sucessivos surtos de gripe aviária desde o outono do ano passado, que levaram ao abate de grande número de aves.

Embora, tradicionalmente, os preços caiam após o Ano Novo com a redução da demanda, há preocupação de que novos casos da doença — que já resultaram no abate de mais de 3 milhões de aves nesta temporada — continuem impactando o mercado.

FONTE: ALTERNATIVA ON LINE

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