Ex-governador de Fukui a$$ediou funcionárias por cerca de 20 anos, diz relatório da investigação
Relatório ainda aponta que ele pode ter violado a lei contra perseguição ou constituído o crime de atentado ao pudor sem consentimento
O ex-governador da província de Fukui, Tatsuji Sugimoto, que renunciou ao cargo no mês passado, enviou cerca de mil mensagens de texto a funcionárias. De acordo com o Kyodo News, as mensagens constam em um relatório investigativo divulgado por advogados na última quarta-feira (7).
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Nestas mensagens, Sugimoto, de 63 anos, buscava relacionamentos sexuais com as mulheres e fazia comentários sobre suas aparências físicas. De acordo com o relatório, ele também teria tocado o corpo de funcionárias várias vezes, baseado em uma pesquisa com cerca de 6 mil funcionários.
O relatório descreve as ações do ex-governador como “graves” e afirma que ele pode ter violado a lei contra perseguição ou constituído o crime de atentado ao pudor sem consentimento.
Um dos três advogados nomeados para investigar o caso, Kenji Kawai, declarou em coletiva de imprensa que Sugimoto praticava assédio há cerca de 20 anos, antes mesmo de ser eleito governador de Fukui pela primeira vez em 2019.
Após ingressar em um dos órgãos predecessores do Ministério de Assuntos Internos e Comunicações, Sugimoto ocupou outros cargos em Fukui, atuando como chefe do Departamento de Assuntos Gerais em 2004 e como vice-governador em 2013.
Teor das mensagens
Sugimoto enviou mensagens de texto de teor sexual, como “Quero te beijar” e “Tenho uma vontade irresistível de te abraçar”, para pelo menos quatro funcionárias. Ele as advertiu para que não revelassem as mensagens a outras pessoas, dizendo: “Mantenham isso em absoluto segredo e levem para o túmulo”.
Ele enviou as mensagens usando o aplicativo Line e seu endereço de e-mail pessoal, segundo o relatório. A investigação também confirmou a ocorrência de assédio durante eventos sociais. Sugimoto colocou a mão dentro da saia de uma funcionária e tocou suas nádegas, além de ter se sentado ao lado de outra funcionária em um sofá de dois lugares e tocado sua coxa, segundo o relatório.
Sugimoto admitiu ter enviado essas mensagens em depoimentos, explicando que tinha “afeto” pelas mulheres e que “estava bêbado e se tornou descuidado”, afirmou a equipe.
Embora tenha se desculpado com as vítimas, ele negou as acusações de assédio, dizendo que não se lembra “absolutamente de nada” dos incidentes, de acordo com o relatório.
Após a divulgação do relatório, Sugimoto declarou: “Respeito as conclusões e sua avaliação”, acrescentando que oferece “profundas desculpas” às vítimas. Ele disse que responderá ao assunto por escrito, mas não pretende conceder uma coletiva de imprensa, alegando a necessidade de proteger as vítimas.
O caso veio à tona depois que uma vítima notificou um escritório de consultoria externo em abril do ano passado. Os advogados iniciaram a investigação em setembro, realizando uma pesquisa com todos os cerca de 6 mil funcionários do escritório da prefeitura.
Os advogados entraram em contato com 14 dos entrevistados e obtiveram a cooperação de quatro pessoas, incluindo a denunciante, que recebeu documentos que comprovavam suas alegações.
O relatório também apontou respostas inadequadas à denunciante por parte de funcionários em cargos de chefia, afirmando que eles não levaram o assunto a sério o suficiente quando foram alertados sobre ele.
FONTE: ALTERNATIVA ON LINE






















