Lawson diz que clientes podem ir ao banheiro sem comprar nada, mas pede uso adequado pensando no próximo
Segundo a empresa, as pessoas que consomem produtos em suas lojas no Japão ajudam a cobrir custos de limpeza e conservação do espaço
Durante um passeio ou deslocamento, a vontade repentina de ir ao banheiro pode se tornar um problema — e, nessas horas, as lojas de conveniência se tornam um verdadeiro alívio no Japão.
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Ainda assim, muita gente hesita em usá-los sem comprar nada. “Será falta de educação?”, pensam alguns. A discussão é recorrente nas redes sociais, onde também se multiplicam relatos de uso inadequado dos sanitários.
Em entrevista ao jornal Mainichi, o presidente da rede Lawson, Sadanobu Takemasu, disse que não há problema em alguém usar o banheiro sem comprar nada. No entanto, ele ressalta que, quando os clientes consomem produtos na loja, isso contribui para a manutenção adequada do espaço, já que parte da receita pode ser destinada aos custos de limpeza e conservação.
A Lawson foi a pioneira na abertura de banheiros ao público, em 1997, após ouvir pedidos de clientes que queriam utilizá-los a qualquer momento. Hoje, estima-se que cerca de 1 milhão de pessoas por dia usem os banheiros da rede em todo o país.
Quando Takemasu assumiu a presidência da empresa, em junho de 2016, eram frequentes as reclamações de clientes sobre sujeira e mau cheiro. Segundo ele, havia muitas opiniões negativas em relação aos banheiros das lojas.
“É frustrante que algo que foi pensado para oferecer conveniência acabe se tornando um ponto negativo”, relembra o presidente. Diante disso, ele incentivou a equipe a dar atenção especial ao tema, propondo que toda a empresa se concentrasse em melhorar as condições dos banheiros.
O próprio Takemasu passou a verificar pessoalmente os sanitários sempre que visitava uma loja, além de participar das tarefas de limpeza. Com reformas, melhorias estruturais e manutenção constante, as queixas dos clientes diminuíram significativamente.
Ainda assim, manter os banheiros limpos e em bom estado não é uma tarefa simples para os lojistas. Por isso, Takemasu faz um apelo aos usuários: que utilizem o espaço com cuidado, pensando na próxima pessoa e também em quem ficará responsável pela limpeza.
De acordo com o portal Encount, a manutenção tem um custo elevado. Limpeza, água, papel higiênico e outros insumos são pagos diretamente pelas lojas franqueadas. Em razão desse peso financeiro, alguns estabelecimentos chegaram a suspender o uso dos banheiros.
Para entender a percepção do público, a Lawson realizou em abril de 2025 uma pesquisa de opinião online com 1.200 pessoas, entre 15 e 69 anos. O levantamento mostrou que cerca de 90% consideram os banheiros “necessários” ou “mais necessários do que desnecessários”. Ao mesmo tempo, revelou que aproximadamente 40% dos usuários deixam a loja sem comprar nenhum produto após usar o banheiro.
Nas redes sociais, as opiniões se dividem. Há quem critique quem “só usa o banheiro”, enquanto outros defendem que comprar ao menos um item seria uma forma de retribuição.
Diante de um debate que envolve conveniência, custos e responsabilidade coletiva, a Lawson reafirma sua intenção de manter os banheiros como um serviço essencial. Ao mesmo tempo, reforça que a continuidade dessa política depende também da consciência e da colaboração dos usuários, para que todos possam utilizar o espaço de forma segura e agradável.
FONTE: ALTERNATIVA ON LINE






















