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Partido da primeira-ministra do Japão tem vitória histórica e conquista dois terços da Câmara Baixa

O PLD obteve 316 cadeiras nas eleições de domingo, número que garante a possibilidade de reaprovar projetos rejeitados pela Câmara Alta

 As eleições de domingo (8) para a Câmara Baixa do Parlamento do Japão tiveram todos os 465 assentos definidos na madrugada desta segunda-feira (9), somando os distritos eleitorais e a representação proporcional. O Partido Liberal Democrata (PLD), da primeira-ministra Sanae Takaichi, obteve uma vitória histórica ao conquistar 316 cadeiras, ultrapassando sozinho o patamar de dois terços do total da Câmara, o equivalente a 310 assentos.

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Com esse resultado, o PLD, que tinha 198 assentos antes das eleições, alcança uma marca inédita no pós-guerra: é a primeira vez que um único partido obtém, isoladamente, mais de dois terços das cadeiras da Câmara Baixa. Esse número garante ao partido a possibilidade de reaprovar projetos rejeitados pela Câmara Alta e também de propor emendas à Constituição, que exigem esse quórum qualificado.

Distribuição das cadeiras

  • Partido Liberal Democrata (PLD):
    Distritos eleitorais: 249 / Proporcional: 67 — Total: 316
  • Aliança de Reforma Centrista:
    Distritos eleitorais: 7 / Proporcional: 42 — Total: 49
  • Partido da Inovação do Japão (Ishin):
    Distritos eleitorais: 20 / Proporcional: 16 — Total: 36
  • Partido Democrático Popular:
    Distritos eleitorais: 8 / Proporcional: 20 — Total: 28
  • Sanseito:
    Proporcional — 15
  • Time Mirai:
    Proporcional — 11
  • Partido Comunista:
    Proporcional — 4
  • Reiwa Shinsengumi:
    Proporcional — 1
  • Genzei Nippon / Aliança Yukoku:
    Distritos eleitorais — 1
  • Candidatos sem partido:
    Distritos eleitorais — 4
  • Os partidos Nippon Hoshuto e Partido Social-Democrata não conseguiram eleger parlamentares.

Governo descarta mudanças no gabinete

Na noite de domingo, Takaichi afirmou, em entrevista à NHK, que mantém o desejo de contar com o Partido da Inovação do Japão na coalizção governista. Segundo ela, o convite para que o partido compartilhe responsabilidades no gabinete “continua de pé”.

Sobre possíveis mudanças ministeriais, Takaichi declarou que considera o atual gabinete “uma boa equipe” e destacou que, apesar de o governo ter pouco mais de três meses, os ministros “têm trabalhado com empenho e apresentado resultados”. Ela indicou que não pretende alterar a composição do gabinete, salvo a possibilidade de incluir um ministro indicado pelo Ishin.

Oposição sofre grande derrota

Do lado da oposição, a Aliança de Reforma Centrista, que surgiu em janeiro com a união do Partido Democrático Constitucional e o Komeito, sofreu uma derrota expressiva, caindo de 172 cadeiras antes da eleição para apenas 49, menos de um terço da bancada anterior.

Em coletiva de imprensa na madrugada desta segunda-feira, o copresidente Yoshihiko Noda assumiu a responsabilidade pelo resultado, afirmando que a derrota representa uma falha grave de sua liderança.

Já o copresidente Tetsuo Saito destacou que a decisão de reunir forças sob a bandeira do centro exigia responsabilidade, e afirmou que pretende explicar sua posição aos dirigentes do partido. O secretário-geral adjunto Jun Azumi informou a aliados que pretende renunciar ao cargo.

Reações de outros partidos

O líder do Partido da Inovação do Japão, Hirofumi Yoshimura, classificou a eleição como “extremamente difícil”, afirmando que defender um acordo de coalizão diante do eleitorado foi mais complexo do que atuar como oposição.

Já o líder do Partido Democrático Popular, Yuichiro Tamaki, disse que, com a base governista ultrapassando 300 cadeiras, a participação em uma coalizão perde sentido. Segundo ele, o partido priorizará a análise de cada política com foco no interesse nacional.

O Sanseito, por sua vez, ampliou significativamente sua presença parlamentar, passando de 2 para 15 cadeiras. O líder Sohei Kamiya afirmou que o partido seguirá adotando uma postura independente, apoiando projetos com os quais concordar e se opondo àqueles que considerar inadequados.

FONTE:ALTERNATIVA ON LINE

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