Primeira-ministra do Japão diz que vai agilizar plano de zerar imposto sobre alimentos por dois anos
O partido governista conquistou mais de dois terços das cadeiras da Câmara Baixa, alcançando uma vitória histórica nas eleições de domingo
Após a vitória expressiva do Partido Liberal Democrata (PLD) nas eleições para a Câmara Baixa do Parlamento, no último domingo (8), a primeira-ministra Sanae Takaichi anunciou que o governo irá acelerar a análise das políticas incluídas nas promessas de campanha, entre elas o corte do imposto sobre o consumo de alimentos por um período limitado de dois anos, informou a emissora NHK.
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O PLD conquistou mais de dois terços das cadeiras da Câmara Baixa, alcançando uma vitória histórica no pleito. Diante do resultado, Takaichi afirmou que não há tempo para comemorações. “Não temos margem para nos acomodar com o sentimento de vitória. O partido deve atuar de forma unida, cerrando os dentes para cumprir as promessas feitas ao povo”, declarou a premiê em entrevista coletiva na segunda-feira (9).
Em relação à proposta de isentar alimentos do imposto sobre o consumo por dois anos, Takaichi explicou que os debates avançarão no âmbito do chamado “Conselho Nacional”, com a intenção de apresentar, ao menos até antes do verão, um relatório intermediário com as conclusões iniciais.
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Enquanto isso, governo e base aliada ajustam os preparativos para a convocação de uma sessão extraordinária do Parlamento no dia 18. Após a realização de uma eleição interna para confirmar Takaichi como primeira-ministra, está prevista a formação do segundo gabinete liderado por Takaichi.
Sobre a composição do novo governo, a primeira-ministra indicou que, em princípio, pretende reconduzir os atuais ministros. Ao mesmo tempo, revelou que solicitou ao Partido da Inovação do Japão (Nippon Ishin no Kai), parceiro de coalizão, que indique nomes para integrar o gabinete.
O líder do Ishin no Kai, Hirofumi Yoshimura, afirmou que “caso haja um convite formal, a legenda naturalmente irá considerar a proposta de forma positiva”. Dentro do Ishin, porém, há divergências: enquanto parte defende a participação direta no governo para viabilizar a implementação de políticas, outros avaliam que é melhor observar se a expressiva ampliação das cadeiras do PLD não resultará em mudanças na condução do governo.
Na próxima sessão extraordinária, também estão previstas as discussões sobre o orçamento do novo ano fiscal. Como o bloco governista não detém maioria na Câmara Alta, o governo pretende continuar ouvindo atentamente a oposição e buscar consensos, com o objetivo de garantir a aprovação das principais pautas.
FONTE: ALTERNATIVA ON LINE






















