Japão passa a coletar nacionalidade e tipo de visto de estrangeiros que ingressam em apartamentos públicos
Embora alguns municípios já adotem esse procedimento, o governo pediu que a prática seja implementada em todo o país
O Ministério da Terra, Infraestrutura, Transporte e Turismo do Japão solicitou a todos os municípios do país que passem a coletar a nacionalidade e o tipo de visto de estrangeiros no momento em que ingressarem em moradias públicas. A orientação foi emitida na semana passada e faz parte da política governamental voltada à população estrangeira, informaram a agência Kyodo e o jornal Sankei no domingo (15).
Segundo o ministério, a medida tem como objetivo facilitar a explicação das regras de convivência no idioma de origem dos moradores, coibir problemas relacionados ao descumprimento de normas e melhorar a comunicação em situações de emergência, como evacuações em caso de desastre.
Embora alguns municípios já adotem esse procedimento, o governo pediu que a prática seja implementada em todo o país.
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As informações deverão ser coletadas, por exemplo, mediante a apresentação, no ato da inscrição para a moradia, de uma cópia do atestado de residência que contenha informações sobre nacionalidade e tipo de visto.
O ministério também orientou que o contato de emergência indicado pelo morador seja, preferencialmente, uma pessoa capaz de se comunicar fluentemente em japonês. Para estrangeiros que não consigam indicar tal contato por conta própria, recomenda-se que os municípios apresentem organizações de apoio à moradia.
Como a coleta dessas informações pode exigir alterações em regulamentos, o início da implementação deverá variar de acordo com cada município.
A diretriz está alinhada à política básica aprovada pelo governo em 23 de janeiro, que aponta que a concentração de estrangeiros em moradias públicas tem provocado, em algumas regiões, um aumento repentino no número de alunos estrangeiros nas escolas vizinhas, gerando sobrecarga nas instituições de ensino.
O governo também incentivou os municípios a levantarem informações sobre os atuais moradores estrangeiros, desde que isso não gere encargos administrativos excessivos.
FONTE: ALTERNATIVA ON LINE






















