Diretor do Unity Global assina artigo com Liao Yue sobre o modelo de desenvolvimento chinês
Diretor do Unity Global assina artigo com
Liao Yue sobre o modelo de desenvolvimento chinês
Análise publicada no portal ‘A Terra é Redonda’ examina a transição da China para uma economia de alta
tecnologia e os impactos da autonomia estratégica na geopolítica global
por Ramon Barbosa Franco
O pesquisador Marcos Cordeiro Pires, vinculado à Unesp Marília e diretor do Unity Global Institute, em colaboração com a pesquisadora Liao Yue, da Universidade Sun Yat-sen, discute no artigo ‘Desenvolvimento e Autonomia’ a complexa trajetória da China rumo à autossuficiência tecnológica. O texto argumenta que o país asiático superou a fase de crescimento baseada em mão de obra barata e exportações de baixo valor agregado, consolidando-se agora sob a égide do ‘novo desenvolvimento’. Esse modelo prioriza a inovação disruptiva e a produtividade de alta qualidade, elementos que os autores identificam como pilares para a sustentação da soberania chinesa diante das pressões internacionais.
A análise destaca que a busca por autonomia não é apenas uma meta econômica, mas uma necessidade de segurança nacional para Pequim, especialmente diante das restrições impostas por potências ocidentais nos setores de semicondutores e inteligência artificial. Segundo Cordeiro e Yue, o governo chinês tem direcionado investimentos massivos em áreas estratégicas para evitar a dependência externa, promovendo uma integração profunda entre o Estado, centros de pesquisa e a indústria de ponta. Esse movimento redefine as cadeias globais de valor e posiciona a China como um competidor central na definição das normas tecnológicas do Século XXI.
Os autores concluem que o êxito desse modelo de desenvolvimento está intrinsecamente ligado à capacidade do país em manter sua autonomia decisória e estabilidade social. O artigo enfatiza que, ao contrário das interpretações que preveem o esgotamento do sistema chinês, a transição para uma economia verde e digital demonstra uma resiliência estrutural. A parceria acadêmica entre Brasil e China, representada pelos pesquisadores, reforça a importância de compreender as dinâmicas do Sul Global e como a soberania tecnológica tornou-se a nova fronteira da disputa geopolítica contemporânea.
O artigo foi publicado originalmente no site A Terra é Redonda, um espaço dedicado à intervenção pública de intelectuais, acadêmicos e ativistas de movimentos sociais. Produzido diariamente na cidade de São Paulo, o portal insere-se em uma linhagem de reflexão crítica sobre as múltiplas dimensões da sociedade capitalista e o combate aos avanços da barbárie. O conteúdo veiculado na plataforma é de inteira responsabilidade de seus autores, consolidando o site como um importante fórum brasileiro para o pensamento analítico e o debate democrático sobre temas globais.
LINK; www.aterraéredonta.com.br/desenvolvimento-e-autonomia/






















