Enfermeira é acusada de matar paciente ao injetar fezes em soro intravenoso no Japão
Polícia encontrou no celular da suspeita pesquisas relacionadas ao caso, como: “Injeção de fezes, a pessoa morre?”
Uma enfermeira acusada de matar um paciente mobiliza as autoridades da província de Chiba após a morte de um homem de 75 anos em um hospital da cidade de Kashiwa. Segundo a investigação, a suspeita teria contaminado o soro intravenoso da vítima com fezes humanas, provocando uma infecção que evoluiu para sepse.
Clique aqui para seguir o canal da Alternativa no WhatsApp
O caso veio à tona após a prisão da enfermeira na última quarta-feira (15). A polícia informou ainda que encontrou, no telefone da investigada, pesquisas relacionadas ao suposto método utilizado no crime.
Enfermeira foi indiciada e nega as acusações
De acordo com informações do Asahi Shimbun, a suspeita é Miyuki Furukawa, de 51 anos. A morte ocorreu no Hospital Kashiwa Tanaka, em Kashiwa, na província de Chiba, onde ela trabalhou entre janeiro de 2025 e fevereiro deste ano.
Acompanhe nossos canais e não perca nenhuma novidade
A mulher foi indiciada e o caso encaminhado ao Ministério Público. Durante o depoimento, negou as acusações ao afirmar: “Não misturei fezes no tubo”.
O que aconteceu no hospital
Segundo a polícia, o episódio ocorreu na noite de 29 de janeiro, durante um plantão em que Furukawa dividia os cuidados da ala com outra enfermeira. Cada profissional era responsável por metade dos pacientes.
Embora o homem não estivesse sob os cuidados diretos da suspeita, imagens das câmeras de segurança registraram Furukawa entrando e saindo diversas vezes do quarto da vítima. À colega de trabalho, ela afirmou: “Passei por lá porque estava preocupada com o estado do homem”.
A outra enfermeira informou que não havia percebido alterações durante a ronda realizada às 3h da manhã. Cerca de uma hora depois, encontrou o paciente pálido, com dificuldade para respirar e reclamando de dores.
O quadro clínico piorou ao longo da noite de 30 de janeiro, quando a pressão arterial caiu. O paciente morreu no dia seguinte.
A vítima era um homem de 75 anos, morador de Toride, na província de Ibaraki.
Enfermeira-chefe identificou alteração no soro intravenoso
Durante o atendimento de emergência, a enfermeira-chefe do hospital percebeu que o soro intravenoso apresentava coloração marrom. Antes de remover a linha contaminada, ela fotografou o tubo e armazenou o material em um recipiente estéril.
Pouco depois, ao substituir o acesso intravenoso, percebeu que o recipiente havia desaparecido. Ao questionar Furukawa, ela respondeu: “Eu o levei para o posto de enfermagem”.
Posteriormente, o copo localizado no posto continha um líquido intravenoso de cor alaranjada avermelhada, diferente da substância marrom observada inicialmente pela enfermeira-chefe.
A autópsia confirmou que a vítima morreu por falência de múltiplos órgãos provocada por sepse, causada pela entrada de inúmeras bactérias na corrente sanguínea por meio do soro contaminado.
Investigação encontrou indícios contra a suspeita
A polícia iniciou a investigação depois que o hospital classificou o caso como uma “morte incomum” em 1º de fevereiro.
As análises policiais indicaram que a substância presente no soro intravenoso era, muito provavelmente, fezes humanas.
Segundo os investigadores, Furukawa esteve em um local que continha fezes antes do incidente, o que, na avaliação da polícia, pode ter permitido a obtenção do material.
Além disso, as autoridades divulgaram na última quinta-feira (16) que o histórico de buscas do celular da enfermeira continha pesquisas como: “Injeção de fezes, a pessoa morre?”
Hospital pede desculpas à família da vítima
Após a prisão da enfermeira, a operadora do hospital, Aoikai Medical Corp., divulgou um comunicado pedindo desculpas aos familiares do paciente.
A nota afirma: “Como funcionária de uma instituição médica e como ser humano, trata-se de um ato absolutamente imperdoável, e nosso hospital o condena veementemente. Também lamentamos profundamente que tal situação tenha ocorrido, apesar de mantermos um sistema padrão de assistência médica.”
O diretor do hospital, Tomonobu Hasegawa, também se pronunciou sobre o caso.
“Peço sinceras e profundas desculpas por não termos conseguido proteger uma vida preciosa e por essa pessoa ter partido deste mundo de maneira tão lamentável”, disse.
FONTE: ALTERNATIVA ON LINE


























