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Fome global recua pelo terceiro ano, mas 2,1 bilhões ainda sofrem com insegurança alimentar

Fome global diminuiu pelo terceiro ano consecutivo em 2025, aponta relatório de cinco agências da ONU divulgado nesta terça-feira (21). Melhoria, no entanto, continua frágil e insuficiente para garantir as metas dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável até 2030.

Relatório “O Estado da Segurança Alimentar e Nutrição no Mundo 2026” (Sofi) revela que 7,8% da população mundial enfrentava fome no ano passado — queda em relação a 8,1% em 2024 e 8,6% em 2022. Número absoluto de afetados foi de aproximadamente 645 milhões de pessoas, 14 milhões a menos que no ano anterior.

Dados indicam que 25,8% da população mundial (2,1 bilhões de pessoas) enfrentou insegurança alimentar moderada ou grave em 2025. África concentra a situação mais crítica: 56,6% da população nessa condição.

Conflitos no Oriente Médio e choques nos preços de energia e fertilizantes contribuem para o agravamento do cenário. Projeções do relatório estimam que entre 510 e 520 milhões de pessoas ainda podem enfrentar fome em 2030.

Entre países lusófonos, São Tomé e Príncipe registra o maior índice de desnutrição (23%), seguido por Moçambique (22,3%), Guiné-Bissau (20%), Angola (17,45%), Timor-Leste (16,9%) e Cabo Verde (8,1%). Brasil e Portugal mantêm índices abaixo de 2,5%.

Custo médio global de uma dieta saudável subiu para US$ 4,28 por dia em 2025, ante US$ 3,44 em 2021. Em África, 66,6% da população não tem condições de pagar por uma alimentação adequada.

Para o diretor-geral da FAO, Qu Dongyu, as crises recentes comprovaram a resiliência dos sistemas agroalimentares e a necessidade de reforçá-los para servir populações vulneráveis. Diretora executiva do Unicef, Catherine Russell, classificou o relatório como “alerta claro” de que os sistemas alimentares não atendem às necessidades de milhões de crianças e mulheres.

FONTE: ONU NEWS

IMAGEM: © WFP/Pedro Rodrigues

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