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Redes sociais entram na mira: Japão endurece fiscalização de estrangeiros

Japão endurece o controle migratório, mira trabalho ilegal e documentos falsos online e promete proteger estrangeiros que vivem dentro das regras.

O governo do Japão está endurecendo a fiscalização contra permanência e trabalho ilegais de estrangeiros e vai adotar novos métodos de investigação, incluindo patrulhamento cibernético nas redes sociais.

Como parte desse reforço, foi aprovada em 28 de julho a ampliação de 226 servidores da Agência de Serviços de Imigração, órgão responsável por ações de fiscalização e análise de permanência no país.

A medida ocorre em meio ao aumento da presença de trabalhadores estrangeiros no Japão e à avaliação do governo de que deixar infrações sem resposta pode ampliar a sensação de injustiça entre a população.

O entendimento é que, sem controle mais rígido, casos de violação das regras migratórias podem acabar estimulando novas irregularidades.

A base dessa política é o chamado “Plano de Zero Permanência Ilegal”, formulado em maio do ano passado.

O objetivo é reduzir pela metade, até o fim de 2030, o número de estrangeiros que continuam no Japão mesmo após terem a deportação definida.

Redes sociais e documentos falsos entram na mira

Em maio deste ano, o governo acrescentou ao plano uma nova prioridade: o fortalecimento das ações de repressão.

Entre as medidas concretas está a introdução do patrulhamento cibernético. A proposta é coletar e analisar, em idiomas estrangeiros, postagens em redes sociais que envolvam recrutamento para trabalho ilegal ou venda de cartões de residência falsificados, usando essas informações como ponto de partida para investigações.

O governo também estuda a adoção de sistemas automáticos de monitoramento com inteligência artificial.

A intenção é tornar a identificação dessas irregularidades mais rápida, principalmente em ambientes online onde circulam ofertas suspeitas e informações ligadas a fraude documental.

Para Junichi Kanda, deputado do Partido Liberal Democrata e um dos responsáveis pela formulação do plano quando atuava como secretário parlamentar do Ministério da Justiça, deixar no país estrangeiros com deportação já decidida pode atrair pessoas interessadas em permanecer ou trabalhar ilegalmente no Japão.

Segundo ele, é importante demonstrar uma postura firme na entrada, durante a permanência e na saída do país.

Números mostram queda, mas governo quer apertar mais

De acordo com os dados apresentados, o número de estrangeiros em situação de permanência irregular no Japão era de 68.488 pessoas em 1º de janeiro, o que representa queda de 6.375 em relação ao ano anterior.

Já o número de estrangeiros deportados com escolta e com custos pagos pelo governo chegou a 318 em 2025, o maior já registrado.

A ministra responsável pela política de convivência com estrangeiros, Kimi Onoda, afirmou que estrangeiros que vivem no Japão respeitando as regras não podem acabar sendo prejudicados por causa de violações cometidas por outros.

A proposta do governo é combinar punição rigorosa para infratores com a criação de um ambiente em que os residentes regulares não sejam tratados de forma injusta.

Com a escassez de mão de obra, o número de estrangeiros residentes no Japão já superou 4 milhões.

Na prática, as novas medidas indicam um controle mais forte sobre trabalho ilegal, permanência irregular e uso de documentos falsos, além de maior atenção ao que circula nas redes sociais.

Para quem vive legalmente no país, a recomendação é manter a documentação em ordem e evitar qualquer oferta de emprego ou intermediação fora das regras migratórias.

FONTE: PORTAL MIE

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