Estreito de Ormuz: alta de custos ameaça pequenas empresas, alerta Unctad
Perturbações no Estreito de Ormuz podem pressionar de forma desproporcional as pequenas e médias empresas (PMEs), responsáveis por 70% do emprego global, 90% dos negócios do mundo e 50% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial.
A conclusão é de uma nova análise da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (Unctad), que aponta a alta dos custos de energia, transporte e financiamento como principal ameaça a esses negócios.
Economias em desenvolvimento devem ser as mais afetadas, segundo o estudo.
O documento ressalta que, embora as perturbações comerciais atinjam todas as empresas, a capacidade de enfrentar choques varia conforme a dimensão do negócio: grandes companhias distribuem riscos entre fornecedores, mercados e fontes de financiamento, enquanto as menores dispõem de menos alternativas.
Esse padrão já foi observado durante a pandemia de Covid-19, quando as empresas de menor porte registraram quedas de vendas mais acentuadas, sobretudo nos países em desenvolvimento.
Um dos principais riscos identificados é a exclusão das PMEs das cadeias de valor, o que as impede de participar dos mercados internacionais mesmo quando o comércio global se recupera.
Para evitar esse cenário, a Unctad defende garantir, simultaneamente, o fluxo comercial mundial e o acesso das menores aos mercados globais.
Isso inclui monitoramento mais próximo da participação das empresas no comércio e acesso mais robusto a financiamento comercial, liquidez e fundo de maneio.
Apoio público também pode melhorar o acesso a logística confiável e acessível, ampliar a informação de mercado e outros serviços empresariais, especialmente nas economias em desenvolvimento.
Reforçar a produtividade e a competitividade das empresas menores ajudaria a diversificar relações com fornecedores e clientes, protegendo postos de trabalho e aumentando a resiliência diante de desafios futuros, conclui a análise.
As informações foram publicadas pela Unctad e divulgadas pela ONU News, com repercussão na imprensa internacional, incluindo agências como a Reuters.
Fonte: ONU NEWS
Imagem: Gerada pelo site por I.A.































