Vinte e cinco anos após o 11 de Setembro, Conselho de Segurança renova combate ao terrorismo
O Conselho de Segurança da ONU realizou uma sessão sobre as “Ameaças à Paz e Segurança Internacionais causadas por Atos Terroristas”, sob o tema “Vinte e Cinco Anos após o 11 de Setembro: Renovar a Luta do Conselho de Segurança Contra o Terrorismo”.
Na véspera do evento, representantes dos 15 Estados-membros do órgão visitaram o Memorial em Nova Iorque para prestar tributo às vítimas dos ataques terroristas de 2001 contra os Estados Unidos.
Quase 3 mil pessoas morreram e milhares ficaram feridas no atentado, com impacto em famílias e comunidades de mais de 90 países.
O encarregado do Escritório das Nações Unidas de Contraterrorismo, Eihab Omaish, classificou o ataque como um ato covarde que redefiniu a segurança do planeta e transformou de forma radical a rotina de bilhões de pessoas.
Segundo Omaish, após a data, as mudanças imediatas da ONU incluíram o controle de navegação aérea e a segurança em aeroportos, que “tornaram-se extraordinariamente rigorosos”, além da verificação biométrica nas fronteiras globais.
A comunidade internacional “criou redes sem precedentes de compartilhamento de inteligência para monitorar e interromper o financiamento do terrorismo”.
Nos 25 anos, a ONU afirma ter tido “um papel central na construção de uma estrutura global de combate ao extremismo”. No entanto, a ameaça, antes concentrada em grandes organizações transnacionais, tornou-se descentralizada e digital.
Grupos extremistas exploram redes sociais, redes de crime organizado e novas tecnologias, como a inteligência artificial, para atrair jovens e disseminar o radicalismo. Em resposta, as ferramentas de prevenção multilaterais também precisaram evoluir para proteger populações vulneráveis no espaço cibernético e físico.
A experiência acumulada ao longo de duas décadas e meia consolidou três lições fundamentais: respostas operacionais de segurança, embora indispensáveis, não funcionam isoladamente sem políticas profundas de prevenção social; a cooperação internacional deve incluir parcerias com toda a sociedade, unindo jovens, mulheres e sobreviventes para desarmar narrativas extremistas; e a eficácia no combate ao terrorismo e o respeito irrestrito ao Estado de direito e aos direitos humanos se fortalecem mutuamente.
O marco de 25 anos reafirma que as vozes dos sobreviventes, marcadas por perda, coragem e esperança, seguem no centro dos esforços mundiais. A memória das vítimas continua impulsionando o compromisso global de prevenir novos sofrimentos e garantir um futuro de paz e segurança para toda a família humana.
Fonte: ONU News (news.un.org)
Imagem: ONU/Eskinder Debebe































