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Japão tem recorde de trabalhadores idosos: 9,43 milhões de pessoas ativas com 65 anos ou mais

O número total de idosos chegou a 36,24 milhões, o equivalente a 29,6% de todos os habitantes do país, informou o governo japonês

A população de idosos com 65 anos ou mais no Japão chegou a 36,24 milhões, o equivalente a 29,6% de todos os habitantes do país. Os dados, divulgados neste domingo (20) pelo Ministério de Assuntos Internos e Comunicações, mostram que quase três em cada dez pessoas no arquipélago pertencem a essa faixa etária.

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O levantamento foi preparado para o Dia do Respeito aos Idosos (Keirō no Hi), celebrado nesta segunda-feira (21), e considera a população estimada em 15 de setembro.

Em relação ao ano anterior, o número de idosos aumentou em 20 mil, na primeira alta em dois anos. Já a participação dessa faixa etária na população total avançou 0,2 ponto percentual e atingiu o maior nível já registrado.

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Entre os homens, 15,71 milhões tinham pelo menos 65 anos, o que representa 26,3% da população masculina. No caso das mulheres, o total chegou a 20,54 milhões, ou 32,6% da população feminina. Os números são arredondados, por isso a soma dos dois grupos pode apresentar pequena diferença em relação ao total.

Número de idosos trabalhando bate recorde

Além do avanço demográfico, o Japão também registrou um novo recorde de idosos no mercado de trabalho. Em 2025, 9,43 milhões de pessoas com 65 anos ou mais estavam empregadas, no 22º ano consecutivo de crescimento e no maior nível desde o início da série comparável, em 1968.

O contingente correspondia a 26% da população idosa. Em outras palavras, aproximadamente uma em cada quatro pessoas com 65 anos ou mais continuava trabalhando.

Os idosos também passaram a representar 13,8% de todas as pessoas ocupadas com pelo menos 15 anos, outro recorde histórico.

O comércio atacadista e varejista concentrava o maior número de trabalhadores idosos, com 1,31 milhão. Em seguida apareciam os setores de saúde e assistência social, com 1,22 milhão, e de serviços, com 1,08 milhão.

No entanto, o levantamento revela uma forte concentração em empregos não regulares. Entre os 5,86 milhões de trabalhadores idosos que não ocupavam cargos de direção, 4,46 milhões, ou 76,1%, atuavam como contratados, temporários ou funcionários de meio período.

Os dados reforçam dois movimentos simultâneos no Japão: a população envelhece rapidamente, enquanto empresas e serviços dependem cada vez mais da permanência de trabalhadores idosos no mercado de trabalho.

Japão lidera ranking entre países populosos

O envelhecimento demográfico mantém o Japão na primeira posição entre os 39 países com população igual ou superior a 40 milhões de habitantes.

Em 2026, os idosos representavam 29,6% da população japonesa. A Itália aparecia em segundo lugar, com 25,6%, seguida pela Alemanha, com 24,2%.

A tendência deve continuar nas próximas décadas. O Instituto Nacional de Pesquisa sobre População e Seguridade Social estima que a proporção chegará a 34,8% em 2040, quando a geração do segundo “baby boom”, formada por pessoas nascidas entre 1971 e 1974, terá entrado na faixa dos 65 anos ou mais.

FONTE: ALTERNATIVA ON LINE

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