Japão terá nova onda de aumentos de preços em outubro, com mais de 3 mil alimentos afetados
Levantamento aponta que mais de 20 mil itens de alimentos e bebidas devem subir em 2026
A alta dos custos de produção continua pressionando os preços dos alimentos no Japão. O movimento é provocado principalmente pelo encarecimento das matérias-primas e da energia, além de despesas maiores com mão de obra e logística, segundo análise do Teikoku Databank.
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Reajustes continuam em ritmo elevado
No acumulado de janeiro a novembro, 19.083 produtos já tiveram ou terão reajustes previstos para 2026. A estimativa é que o total anual ultrapasse 20 mil pelo segundo ano consecutivo, superando os 20.609 registrados em 2025.
Em setembro, 4.923 itens tiveram aumento, o maior número registrado em um único mês neste ano.
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Os condimentos lideraram os reajustes com 1.959 itens, incluindo maionese, molhos para salada, molho de soja e vinagres. Os alimentos processados ficaram em segundo lugar, com 1.848 produtos, principalmente congelados, alimentos refrigerados e produtos à base de pasta de peixe.
Matérias-primas são principal fator
Entre os motivos dos reajustes analisados pelo Teikoku Databank, o aumento dos custos das matérias-primas apareceu em 90,7% dos casos. Os gastos com energia, incluindo eletricidade, foram citados em 65,1%.
Os efeitos da situação no Oriente Médio apareceram em 27,8% dos casos. A alta do petróleo também aumenta o custo de materiais usados na produção e nas embalagens, como filmes plásticos e bandejas.
A desvalorização do iene contribui ainda para encarecer produtos e matérias-primas importados.
Pressão deve continuar
O Teikoku Databank prevê que os reajustes continuem no segundo semestre de 2026. Entre os fatores que podem manter essa pressão estão as tensões no Oriente Médio, os preços do petróleo, o câmbio e possíveis impactos de condições climáticas extremas sobre a produção agrícola, pesqueira e pecuária.
Algumas redes de restaurantes e lojas de conveniência vêm reduzindo preços de determinados produtos para atrair consumidores. Os fabricantes, porém, continuam enfrentando custos elevados, o que dificulta uma redução generalizada.
A expectativa é que o total anual de itens com aumento de preço fique na faixa de 20 mil, mantendo o ritmo elevado observado no ano passado.
FONTE: ALTERNATIVA ON LINE































