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Gasolina a ¥213? Entenda o impacto da revisão dos subsídios no Japão

Revisão dos subsídios pode elevar o preço da gasolina no Japão e aumentar os gastos de quem depende do carro diariamente.

O preço da gasolina no Japão poderá subir nos próximos meses, após o governo determinar uma revisão dos subsídios destinados a conter a alta dos combustíveis.

Uma estimativa oficial indica que, sem o auxílio, o litro da gasolina comum poderia ultrapassar ¥213, contra cerca de ¥170 registrados atualmente.

A primeira-ministra Sanae Takaichi anunciou na sexta-feira (23) que instruiu o ministro da Economia, Comércio e Indústria a estudar mudanças no programa.

A medida considera o aumento dos gastos públicos e os efeitos da instabilidade no Oriente Médio sobre os preços do petróleo.

O sistema de subsídios em vigor desde 19 de março de 2026 ajuda a manter o preço médio nacional da gasolina próximo de ¥170 por litro.

O governo repassa recursos às empresas do setor de combustíveis para reduzir os preços de distribuição e, consequentemente, os valores cobrados dos consumidores.

Gasolina poderia superar ¥213 sem subsídios

Segundo dados da Agência de Recursos Naturais e Energia, em 19 de outubro o preço médio nacional da gasolina comum era de ¥170,2 por litro. Sem a ajuda governamental de ¥43 por litro considerada no levantamento, o valor estimado seria de ¥213,2.

Isso representa uma diferença de ¥43 por litro. Para abastecer um tanque de 40 litros, por exemplo, o custo adicional seria de ¥1.720, caso essa diferença fosse integralmente repassada ao consumidor. Trata-se de uma simulação, e não de um aumento já confirmado.

O governo ainda não anunciou uma data para reduzir ou encerrar os subsídios. Takaichi afirmou que deseja uma avaliação rápida, mas ressaltou que será necessário considerar a situação econômica e os recursos disponíveis para manter o programa.

Uma eventual redução da ajuda poderá afetar especialmente trabalhadores que dependem do carro diariamente, além de empresas de transporte e distribuição.

O impacto efetivo dependerá da velocidade da revisão dos subsídios e da evolução dos preços internacionais do petróleo.

FONTE: PORTAL MIE

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