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Aliança pelas Cabeceiras do Pantanal é lançada para proteger o berço das águas que impacta três biomas

Iniciativa reúne empresas e organizações em torno da recuperação de áreas degradadas e da gestão responsável do ecossistema na região que dá origem ao Pantanal

Foi lançada a Aliança pelas Cabeceiras do Pantanal, iniciativa que busca unir esforços de empresas e organizações da sociedade civil na recuperação de áreas degradadas e na promoção de uma produção agropecuária responsável em um dos territórios mais vitais para o equilíbrio das águas e do clima no Brasil.


A Aliança nasce da cooperação entre WWF-Brasil, Aegea Saneamento, Arcos Dorados, MBRF e Pacto Global da ONU – Rede Brasil, com o objetivo de restaurar a vegetação nativa, recuperar pastagens degradadas e fortalecer práticas de agropecuária responsável em áreas que abrangem partes dos estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. A proposta é de um modelo colaborativo de atuação, envolvendo setor privado, organizações da sociedade civil e produtores rurais, com foco em soluções de longo prazo que unam produtividade e conservação. Com base em conhecimento científico e em um trabalho já consolidado com produtores e comunidades locais, a iniciativa busca garantir a manutenção dos serviços ecossistêmicos essenciais, como a regulação do ciclo das águas, a preservação da biodiversidade e o sustento das atividades econômicas que dependem do equilíbrio ambiental das cabeceiras.


As Cabeceiras do Pantanal que ficam, sobretudo, em áreas do Cerrado exercem papel determinante na saúde de outro bioma: é nessa região que nascem os rios que alimentam a planície pantaneira. Estudos indicam que ao menos 11% dessa área precisa ser restaurada para assegurar a funcionalidade hídrica e ecológica do território. A degradação da vegetação nativa, o avanço da fronteira agropecuária e a erosão dos solos têm comprometido a infiltração e o armazenamento da água, impactando diretamente o fluxo dos rios que formam o Pantanal.


“As Cabeceiras do Pantanal são o coração de um dos ecossistemas mais importantes do planeta. Garantir sua resiliência significa proteger a base hídrica que sustenta a vida, a economia e as comunidades da região. A criação dessa Aliança reflete a maturidade de um diálogo entre empresas e sociedade civil que entendem que o desenvolvimento econômico só é possível com equilíbrio ambiental e inclusão das comunidades locais”, afirma Daniela Teston, diretora de Relações Corporativas do WWF-Brasil.


Nos últimos anos, o WWF-Brasil e parceiros vêm apoiando produtores na recuperação de pastagens degradadas, no uso de tecnologias sustentáveis e na melhoria da gestão de recursos naturais. Esses esforços não apenas fortalecem o vínculo do produtor com a terra, mas também contribuem para a segurança hídrica do Pantanal, que depende diretamente da integridade das nascentes e córregos das cabeceiras.


Com a formação da Aliança, espera-se ampliar a escala dessas ações e inspirar novas parcerias que reforcem a resiliência hídrica e climática do bioma pantaneiro, patrimônio natural reconhecido como Sítio do Patrimônio Mundial e Reserva da Biosfera pela UNESCO.

FONTE: WWF BRASIL

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