Mais de 60% dos sobreviventes do terremoto em Noto, no Japão, sentem pouco progresso na reconstrução
Uma pesquisa conduzida com sobreviventes do terremoto de 2024 na Península de Noto, no centro do Japão, indica que dois terços pensam que houve pouco ou nenhum progresso na recuperação e reconstrução da área. O resultado é semelhante ao do levantamento realizado um ano atrás.
Na quinta-feira da semana que vem, completam-se dois anos desde que o poderoso terremoto abalou a península, na província de Ishikawa, e arredores, no dia do Ano-Novo.
A NHK realizou a pesquisa entre o final de novembro e meados de dezembro, trabalhando com membros de um seminário liderado pelo professor Sekiya Naoya, da Universidade de Tóquio.
O estudo incluiu sobreviventes do terremoto que vivem em moradias temporárias na província, e contou com a participação de 372 pessoas no total.
Quando perguntadas sobre o quanto a recuperação e a reconstrução haviam progredido, 22% disseram que não houve nenhum progresso, e 45% responderam que não houve muito. Vinte e oito por cento afirmaram que houve algum progresso, e 3%, que houve um progresso estável.
A pesquisa também perguntou sobre os maiores problemas enfrentados pelos sobreviventes. Metade dos entrevistados disse que as condições de moradia eram seu problema mais crítico. Vinte e um por cento citaram o ambiente de vida. Outros problemas, como cuidados de saúde e bem-estar, foram citados por 9%, empregos, por 5%, e relacionamentos com outras pessoas, por 4%.
Um sobrevivente, com idade na casa dos 60 anos, da cidade de Suzu, na península, disse que deixou sua casa e muitos de seus pertences. Ele acrescentou que perdeu o contato com a maioria das pessoas e, às vezes, passa o dia inteiro sem falar com ninguém.
FONTE: NHK PORTUGUES






















