Bolsa de Tóquio registra forte alta após vitória do PLD nas eleições; câmbio oscila em torno de ¥156 por dólar
Segundo analistas, a disparada reflete a expectativa de estabilidade política e de continuidade da agenda econômica do governo
O mercado financeiro japonês registrou uma forte reação positiva após o resultado das eleições para a Câmara Baixa do Parlamento. No pregão desta segunda-feira (9), a Bolsa de Tóquio abriu em forte alta, impulsionada pela vitória expressiva do Partido Liberal Democrata (PLD), o que elevou significativamente o otimismo dos investidores, informou a emissora NHK.
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Logo após o início das negociações, as ordens de compra se espalharam por praticamente todos os setores, configurando um movimento de alta generalizada. O índice Nikkei chegou a subir mais de 3.000 pontos em determinado momento do dia, ultrapassando pela primeira vez a marca histórica de 57.000 pontos.
Segundo analistas do mercado, a disparada reflete a expectativa de estabilidade política e de continuidade da agenda econômica do governo liderado pela primeira-ministra Sanae Takaichi, que defende uma política fiscal mais ativa. A perspectiva de estímulos econômicos e de um ambiente favorável aos investimentos contribuiu para o avanço recorde das ações.
Apesar do clima positivo na Bolsa, o mercado cambial apresentou movimentos cautelosos. O iene oscilou em torno de 156 por dólar, com compras e vendas se alternando no início do dia. Investidores acompanham de perto os desdobramentos das discussões sobre redução do imposto sobre o consumo e as formas de financiamento dessas medidas, temas que podem influenciar tanto o câmbio quanto o mercado de títulos.
A atenção também se voltou para as declarações do Ministério das Finanças. Na manhã desta segunda-feira, o vice-ministro da pasta, Atsushi Mimura, comentou as preocupações de que a ampliação dos gastos públicos possa provocar uma desvalorização maior do iene. Questionado por jornalistas, afirmou que o ministério segue monitorando os mercados “com elevado grau de atenção”, evitando fazer comentários adicionais.
Ao ser perguntado se não havia preocupação com o cenário fiscal, Mimura respondeu que não se pode dizer que não haja apreensão, reiterando que a postura de vigilância permanece inalterada.
FONTE: ALTERNATIVA ON LINE






















