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Japão enfrenta escassez recorde de professores: 3.827 vagas não preenchidas

O número de vagas não preenchidas para professores em escolas japonesas mais que dobrou em quatro anos, evidenciando uma crise educacional que força diretores a assumir funções de sala de aula.

Uma pesquisa do Ministério da Educação do Japão, divulgada na quinta-feira (5), revelou que 3.827 vagas de professores estavam em aberto nas escolas públicas do primário, ginásio, colegial e outras instituições em todo o país, desde 1º de maio de 2025.

Este número representa um salto significativo em relação aos 2.065 registrados na pesquisa anterior, realizada quatro anos antes, evidenciando o agravamento da escassez de docentes no país.

O ministério ressaltou que as escolas estão enfrentando grandes dificuldades para encontrar professores substitutos (não efetivos) para preencher as lacunas deixadas por docentes jovens e efetivos que se afastam por motivos como doença, gravidez, licença-maternidade ou outras razões.

O agravamento da crise na educação japonesa

A pesquisa sobre a escassez de professores foi iniciada pelo ministério no ano fiscal de 2021, sendo o levantamento de 2025 o segundo a ser realizado.

Os dados de 2025 detalham a distribuição dessas vagas: 1.699 em escolas do ensino primário, 1.031 do ginásio, 508 em escolas de ensino médio e 589 em escolas de necessidades especiais.

A escassez de professores foi identificada em 7,1% das escolas de ensino primário, 8,1% das escolas ginasiais, 7,8% das escolas de ensino médio e, de forma alarmante, em 25,4% das escolas de necessidades especiais.

Impactos diretos na gestão escolar

A situação é particularmente crítica para os professores regentes (homeroom teachers) em escolas de ensino primário, onde o número de vagas não preenchidas mais que dobrou, passando de 474 para 1.086.

Nessas instituições, diretores, vice-diretores e outros professores seniores têm precisado atuar como professores de sala de aula para suprir a demanda.

FONTE: PORTAL MIE

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