Líder da máfia japonesa que tentou vender materiais nucleares para o Irã pega 20 anos de prisão nos EUA
Homem chegou a enviar ao potencial comprador fotos mostrando substâncias rochosas com contadores medindo a radiação, alegando que continham tório e urânio
Um homem japonês, líder da máfia Yakuza, foi condenado a 20 anos de prisão nos Estados Unidos na última terça-feira (3), por conspiração para tráfico de materiais nucleares de Mianmar, informou o Departamento de Justiça americano.
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Takeshi Ebisawa, de 61 anos, estava preso desde abril de 2022, juntamente com seu cúmplice, o tailandês Somphop Singhasiri, por acusações de tráfico de drogas e armas, e recebeu a sentença em um tribunal de Nova York.
Segundo informações do canal CBS News, em fevereiro de 2024, ele também foi acusado de tentar vender material nuclear de uso militar, além de narcóticos como heroína e metanfetamina, para comprar armas, incluindo mísseis terra-ar, para grupos armados em Mianmar.
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Os promotores afirmaram que Ebisawa não sabia que estava se comunicando, entre 2021 e 2022, com uma fonte confidencial da Agência Antidrogas dos Estados Unidos (DEA) e com um associado dessa fonte, que se passava por um general iraniano.
Na proposta de venda de materiais nucleares, Ebisawa ofereceu-se para adquirir plutônio depois de inicialmente sugerir urânio. Ele disse que seria ainda “melhor” e mais “poderoso” do que o urânio para uso do Irã.
O japonês chegou a enviar à fonte disfarçada fotos mostrando substâncias rochosas com contadores Geiger medindo a radiação, alegando que continham tório e urânio.
Amostras dos supostos materiais nucleares foram analisadas em laboratório e constatou-se que realmente continham urânio, tório e plutônio, e que a composição era de grau militar, o que significa que uma quantidade suficiente seria adequada para uso em uma arma nuclear.
Investigação apontou que o material nuclear provinha de um líder não identificado de um “grupo insurgente étnico” em Mianmar, que extraía urânio no país. Ebisawa propôs que o líder vendesse urânio por meio dele para financiar a compra de armas do general.
Os promotores também alegaram que o japonês conspirou para vender 500 quilos de metanfetamina e 500 quilos de heroína a um agente infiltrado para serem distribuídos em Nova York. Ele também teria trabalhado para lavar US$100.000 em supostos lucros do narcotráfico dos EUA para o Japão.
Ebisawa declarou-se culpado de um total de seis acusações em janeiro de 2025.
FONTE: ALTERNATIVA ON LINE






















