Japão identifica 1,5 mil novos locais que podem servir como abrigos em caso de ataques de mísseis
O Japão identificou quase 1.500 novos locais, como estações de metrô e estacionamentos, para abrigar a população em caso de ataques de mísseis, em meio a temores na Ásia.
O Japão identificou quase 1,5 mil instalações adicionais que poderiam servir como abrigos em caso de ataques de mísseis ou bombas, em meio ao crescente temor sobre o agravamento da situação de segurança no nordeste da Ásia.
O governo iniciou um estudo em 2024 para expandir a lista existente de locais onde a população poderia se proteger durante um ataque e confirmou 1.489 locais — incluindo estações de metrô e estacionamentos subterrâneos — como adequados para oferecer proteção de curto prazo.
O objetivo, informou o jornal Sankei em 12 de março, era integrar os novos locais à rede de 61.142 pontos designados como abrigos e fornecer proteção para cerca de 10,8 milhões de pessoas, pouco menos de 9% da população.
Vulnerabilidade nas linhas de frente
“Não creio que as pessoas em Tóquio ou Osaka estejam excessivamente preocupadas com ataques de mísseis, mas a situação é diferente em lugares que, nos últimos anos, se aproximaram do que poderiam ser consideradas as ‘linhas de frente’ do Japão”, disse Stephen Nagy, professor de relações internacionais na Universidade Cristã Internacional de Tóquio.
“Estas são as pessoas que vivem nas ilhas periféricas da província de Okinawa, como a de Yonaguni”.
Nagy ressaltou que a ilha fica a apenas 111 km de Taiwan e abriga uma base das Forças de Autodefesa que contará com mísseis terra-ar de médio alcance Tipo-03 até 2031, conforme confirmado pelo ministro da Defesa, Shinjiro Koizumi, em fevereiro.
A China emitiu um protesto oficial após o anúncio do destacamento.
Os residentes do norte do Japão continental e de Hokkaido também têm bons motivos para estarem nervosos, segundo Nagy, já que mísseis norte-coreanos sobrevoaram a área no passado antes de caírem no Pacífico.
Riscos geopolíticos e alvos estratégicos
“O governo está investindo mais esforços em medidas destinadas a tranquilizar as pessoas que estão em posições de ‘linha de frente’”, disse Nagy.
“Mas também há uma mudança clara de pensamento em Tóquio: a crença de que a segurança da nação corre maior risco, dado que há previsões de que a Coreia do Norte possa ter até 750 ogivas nucleares até o ano de 2035, enquanto a China também pressiona fortemente para expandir suas capacidades.”
Nagy afirmou que o Japão percebeu que “mais precisa ser feito para defender a nação e seu povo de um cenário de pior caso, e isso inclui mais abrigos”.
FONTE: PORTAL MIE






















