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Oriente Médio: “O tempo é curto” para 20 mil marinheiros retidos no Golfo 

Alerta do secretário-geral da Organização Marítima Internacional foi feito em reunião de emergência em Londres; Arsenio Dominguez solicita que companhias de navegação não passem com embarcações pelas zonas de conflito.

A Organização Marítima Internacional, OMI, revelou nesta quarta-feira que 20 mil marinheiros seguem retidos no Golfo, no Oriente Médio. 

Pelo menos sete foram mortos desde 28 de fevereiro quando começaram os ataques dos Estados Unidos e Israel ao Irã.

Navegação e a infraestrutura

Até quinta-feira, o Conselho Executivo da agência realiza uma sessão em Londres convocada por oito dos 40 países-membros. O objetivo é avaliar os riscos à navegação e aos trabalhadores marítimos na região.

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© NASA

OMI disse haver profundas preocupações com a segurança dos trabalhadores marítimos dentro e ao redor do Estreito de Ormuz

Desde o início da onda de ataques aéreos e atos de retaliação do Irã contra a navegação e a infraestrutura energética de países vizinhos do Golfo houve cerca de 3,2 mil embarcações “confinadas” a oeste do Estreito de Ormuz. Ao todo, a guerra resultou em 17 ataques à navegação na área.

A OMI disse haver profundas preocupações com a segurança dos trabalhadores marítimos dentro e ao redor do Estreito de Ormuz, bem como de operadores portuários, equipes offshore e passageiros afetados pela escalada da situação. 

Até quarta-feira foram confirmados 21 incidentes, incluindo 16 ataques e cinco casos de atividade suspeita.

Zonas de conflito

No encontro, o secretário-geral da OMI, Arsenio Dominguez, fez um apelo desencorajando as companhias de navegação a conduzirem as embarcações pelas zonas de conflito.

O chefe da agência ressaltou que a cada vez que a navegação marítima é atingida de forma direta ou indireta nesses conflitos, o mundo inteiro é afetado negativamente. 

Os efeitos são sentidos em áreas “desde a economia global até a segurança alimentar, o que ressalta a importância da liberdade de navegação, dos funcionários marítimos e do setor como um todo.”

Prevenir o risco de um acidente nuclear 

Em um outro comunicado, a Agência de Energia Atômica, Aiea, disse que um ataque reportado na usina nuclear iraniana de Bushehr não causou danos à instalação localizada a cerca de 760 quilômetros ao sul de Teerã. 

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Ataque reportado na usina nuclear iraniana de Bushehr não causou danos e feridos

As autoridades do Irã informaram à agência que o projétil não provocou ferimentos entre os funcionários ou em outras pessoas ao alcançar as instalações na noite de terça-feira. 

Nas redes sociais, o diretor-geral da Aiea, Rafael Mariano Grossi, reiterou seu apelo por “máxima contenção durante o conflito, a fim de evitar o risco de um acidente nuclear”.

Contínuos ataques aéreos

Enquanto isso, a crise no vizinho Líbano se agrava com relatos de centenas de mortes e mais de 1 milhão de deslocados em meio a contínuos ataques aéreos e à expansão das ordens de evacuação.

O Escritório das Nações Unidas no país confirmou que a dimensão do sofrimento humano vem piorando à medida que prosseguem os combates. Segundo o vice coordenador humanitário, Imran Riza, há famílias sendo deslocadas, serviços essenciais interrompidos e crianças cada vez mais afetadas. 

Já a Agência da ONU para Refugiados, Acnur, revelou que nesta quarta-feira foram atingidas algumas áreas da capital libanesa, Beirute, para onde muitas pessoas haviam fugido em busca de segurança.

FONTE: ONU NEWS

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