O que pode acontecer com o brasileiro que invadiu linha de shinkansen e paralisou trens por mais de uma hora?
Em depoimento, o homem admitiu a invasão e justificou o ato alegando que estava sendo perseguido pela máfia japonesa, a Yakuza
A polícia prendeu o brasileiro Thiago Momohito Yamaguchi Pereira, de 39 anos, após ele invadir a linha de trem-bala (shinkansen) na estação JR Shizuoka. O incidente, ocorrido na terça-feira (7), mobilizou autoridades e funcionários da companhia ferroviária.
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Segundo os investigadores, o homem caminhou pelos trilhos em direção ao norte e acabou detido por funcionários da JR quando tentava acessar a plataforma das linhas convencionais na estação de Higashi-Shizuoka.
Em depoimento, Yamaguchi admitiu a invasão e justificou o ato alegando que estava fugindo de membros da máfia japonesa, a Yakuza. No entanto, a polícia ainda realiza investigações para verificar a veracidade dessa afirmação.
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Enquanto isso, o sistema de transporte sofreu um impacto severo. A JR Central informou que a operação da linha Tokaido Shinkansen ficou suspensa por mais de uma hora, o que gerou atrasos de até 70 minutos em 64 trens e afetou aproximadamente 56 mil pessoas.
As rigorosas punições da Lei Especial do Shinkansen
Diferente das ferrovias comuns, o Shinkansen possui uma legislação específica devido à sua alta velocidade e transporte massivo. O ex-promotor Tsunehiko Maeda explica que a simples entrada nos trilhos do trem-bala já configura crime sob a “Lei Especial do Shinkansen”. Nesse sentido, o infrator pode enfrentar até um ano de prisão, mesmo que não cause interrupções imediatas na operação.
Por outro lado, as invasões em linhas convencionais são julgadas pela Lei de Operações Ferroviárias, que geralmente resulta apenas em multas inferiores a 10 mil ienes.
Além disso, dependendo do perigo gerado, o suspeito pode responder por crimes mais graves. Entre eles estão o perigo ao tráfego, com pena de até 20 anos, ou obstrução forçada de negócios, que prevê até três anos de reclusão.
Consequências civis e indenizações de milhões de ienes
Além da esfera criminal, a responsabilidade civil neste caso é extremamente pesada. Como o Shinkansen transporta um grande número de passageiros por composição, qualquer atraso gera um efeito cascata em toda a rede ferroviária.
Assim, a empresa calcula os prejuízos somando reembolsos de passagens, custos com transporte alternativo e horas extras de funcionários.
Em situações passadas de obstrução severa, os valores das indenizações chegaram a dezenas de milhões de ienes. Por isso, especialistas alertam que uma entrada impensada nos trilhos pode arruinar a vida financeira do indivíduo.
A segurança do sistema é prioridade absoluta, visto que qualquer pequena anomalia em alta velocidade pode causar acidentes fatais e danos irreparáveis à sociedade.
Perguntas frequentes
- Por que a lei do Shinkansen é mais severa que a das linhas comuns?
O Shinkansen opera em altíssima velocidade e transporta milhares de pessoas simultaneamente. Por causa desse risco elevado, a “Lei Especial do Shinkansen” pune invasões com até um ano de prisão, enquanto em linhas comuns a punição costuma ser apenas uma multa leve. - Qual o valor da indenização que o invasor pode ter que pagar?
Embora o valor exato dependa do cálculo da JR, casos de atrasos em massa já resultaram em indenizações de dezenas de milhões de ienes. A conta inclui reembolsos de passagens e todos os custos operacionais gerados pela paralisação. - Qual foi a justificativa do brasileiro preso em Shizuoka?
Thiago Yamaguchi Pereira afirmou à polícia que entrou nos trilhos porque estava sendo perseguido pela Yakuza. A polícia de Shizuoka agora investiga se essa alegação é verdadeira ou se faz parte de um surto ou confusão do momento.
FONTE: ALTERNATIVA ON LINE

























