Cruzeiro com casos de hantavírus é acompanhado pela OMS em Cabo Verde
Um navio-cruzeiro com 144 passageiros permaneceu em isolamento e sob vigilância sanitária após a morte de pelo menos três pessoas com sintomas de hantavírus. A embarcação, que saiu da Argentina, recebeu assistência da Organização Mundial da Saúde em Cabo Verde, país africano de língua portuguesa, durante uma operação de emergência que incluiu rastreio de contactos e transferência médica de casos graves.
Segundo a OMS, cinco pacientes tiveram casos confirmados até o momento. Dois tripulantes sintomáticos foram evacuados para os Países Baixos, enquanto outro passageiro, que havia deixado o navio antes da chegada a Cabo Verde, retornou ao país de origem, desenvolveu sintomas e segue hospitalizado na Suíça. Na África do Sul, foi registrado um óbito e há outro paciente internado em unidade de cuidados intensivos.
Durante entrevista em Genebra, o diretor-geral da OMS, Tedros Ghebreyesus, afirmou que o episódio não deve ser confundido com uma pandemia, apesar de haver confirmação de transmissão entre humanos no caso do hantavírus Andes. A representante da organização em Cabo Verde, Ann Lindstrand, explicou que a transmissão exige contacto muito próximo e que os passageiros permaneceram em cabines, com distanciamento físico, uso de máscaras e reforço da higiene das mãos.
As autoridades de saúde acompanham a situação diariamente e mantêm o rastreio internacional de contactos, com base no Regulamento Sanitário Internacional. O período de incubação do vírus pode variar de uma a oito semanas, o que mantém a vigilância ativa mesmo após a saída do navio de Cabo Verde com destino às Canárias.
Fonte: ONU News, com informações da Organização Mundial da Saúde (OMS).
Imagem: © OMS

























