Embalagens, sacos de lixo e pacotinhos para resfriamento afetados pela crise da nafta
A crise da nafta está causando escassez de diversos produtos, como sacos de lixo e pacotinhos para resfriamento, além de provocar mudanças drásticas nas embalagens de produtos alimentícios.
A crise da nafta, importante matéria-prima para a fabricação de embalagens, sacos de lixo e pacotinhos para resfriamento (horeizai em japonês), está afetando não só a produção propriamente dita, como também as estampas.
Recentemente, a Calbee, fabricante de salgadinhos como batatas fritas, anunciou que suas embalagens serão impressas em preto e branco devido à escassez de tinta.
Na sequência, na quarta-feira (13), outras companhias fizeram anúncios parecidos. A Nisshin Flour Milling Welna tem por prática exibir os tempos de cozimento na fita adesiva usada para embalar o macarrão, mas gradualmente substituirá a fita por uma fita lisa a partir de junho.
Também planeja mudar o design das embalagens e o logotipo de seu tofu frito, afirmando que “sua principal prioridade é produzir e entregar produtos aos clientes usando o mínimo de tinta possível”.
A Taishi Foods Industry, uma empresa de processamento de alimentos, reduzirá o uso de tinta em cerca de 60% a partir de junho, simplificando gradualmente o design de suas embalagens de broto de feijão (moyashi).
A outra fabricante que anunciou mudanças nas embalagens foi a Kagome. Ela pretende entregar, por exemplo, o mesmo ketchup com embalagem usando menos tinta.
Na indústria gráfica, enquanto se torna difícil obter solventes para ajustar a densidade da tinta, os preços estão subindo e algumas empresas estão suspendendo novos pedidos de impressão.
Sacos de lixo designados pelas prefeituras

Nos noticiários, não faltam relatos de prefeituras de diversas cidades, como Konan (Aichi), Shimada e Iwata (Shizuoka) e Isesaki (Gunma), que já estão com falta de sacos de lixo designados ou que tiveram que aumentar os preços.
Nas cidades onde os sacos de lixo estão esgotados, cada prefeitura está emitindo orientações de substituição, como usar um saco plástico transparente, por exemplo. Convém seguir as instruções do município onde reside.
Crise chega às confeitarias e venda de congelados

Aquele pacotinho de resfriamento que os supermercados e confeitarias ofereciam gratuitamente para manter o produto refrigerado até chegar em casa anda escasso também.
“Desde maio, estamos cobrando 11 ienes, já com imposto, pelos pacotinhos de resfriamento.
Dada a situação atual no Oriente Médio, existe a possibilidade de os preços dos pacotinhos aumentarem durante o verão, então decidimos implementar a cobrança agora”, explicou Yusuke Doi, gerente da loja Kitano Ace Lachic em Nagoia (Aichi).
Uma confeitaria famosa de Chiba passou a cobrar 33 ienes por cada unidade dessa bolsa de resfriamento. Essa tendência pode se estender aos supermercados. Se você tiver algumas delas no freezer, convém levá-las na bolsa térmica para fazer compras, a fim de não gastar com isso.
“O conteúdo dessas bolsas de gelo é gelatinoso, mas o polímero usado para criar esse gel está sendo afetado pela escassez de nafta. A película externa está sendo afetada de forma mais significativa. Se a situação piorar, existe a possibilidade de uma pequena escassez de oferta no futuro“, explicou um grande fabricante do Japão.
FONTE: PORTAL MIE

























