WWF-Brasil se une a 18 organizações e lançam manifesto pelo Turismo de Natureza com foco nas eleições de 2026
Manifesto reforça a importância do turismo como estratégia para o desenvolvimento econômico e conservação ambiental do Brasil
Organizações do terceiro setor, coletivos e associações ligadas à causa ambiental e ao turismo lançam, no dia 15 de maio, durante o Fórum de Turismo de Observação de Vida Silvestre/TOVS, que ocorre no evento Avistar, em São Paulo, um manifesto em defesa do turismo de natureza como estratégia de desenvolvimento econômico e conservação ambiental para o país. O grupo pretende usar o documento para informar candidatas e candidatos dos poderes Executivo e Legislativo a respeito da importância de incorporar esse tema em seus planos de governo e a assumirem publicamente o compromisso de posicioná-lo como prioritário.
Liderado pelo Instituto Semeia, o manifesto “Turismo de Natureza no Brasil: Conservação, Desenvolvimento e Orgulho Nacional” já reúne a adesão de entidades como WWF-Brasil, SOS Mata Atlântica, Onçafari, Rede Brasileira de Trilhas, Sistema Integrado de Parques e Atrações Turísticas (Sindepat), Associação Brasileira das Empresas de Ecoturismo e Turismo de Aventura (Abeta), Associação Nacional de Turismo de Observação de Vida Silvestre (Associação TOVS) e Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), entre outros.
O Brasil é a maior potência ambiental do planeta, e esse patrimônio natural e cultural precisa ser reconhecido como ativo estratégico para o futuro do país. No WWF-Brasil, atuamos para fortalecer o uso público em áreas protegidas como ferramenta de conservação, conexão das pessoas com a natureza e desenvolvimento sustentável dos territórios. Nos unimos a este Manifesto por acreditarmos que o turismo de natureza pode gerar orgulho nacional, fortalecer culturas locais, conservar a biodiversidade e impulsionar uma economia mais sustentável e inclusiva”, afirma Anna Carolina Lobo, líder de Uso Público em Áreas Protegidas do WWF-Brasil.
O documento reforça que o turismo é um dos setores mais dinâmicos da economia brasileira. Em 2025, o Brasil recebeu cerca de 9,3 milhões de turistas internacionais que deixaram no país aproximadamente USD 7,9 bilhões em receitas turísticas. Dentro desse universo, o turismo de natureza e o ecoturismo vem se consolidando como vocações do país. Os Parques Nacionais do Brasil, territórios estratégicos para esses segmentos, têm, por sua vez, potencial para alcançar 19,7 milhões de visitas anuais até 2030, o que poderia gerar aproximadamente R$ 20 bilhões em impacto econômico por ano, impulsionando oportunidades para milhares de pessoas em todas as regiões do país.
Mas, no texto, as organizações afirmam que transformar esse potencial em resultados concretos exige decisão política e visão estratégica, com integração entre as políticas de turismo, economia e meio ambiente, além de investimentos em infraestrutura, mecanismos modernos de financiamento, conexão dos parques às rotas turísticas, fortalecimento de parcerias, apoio na formação contínua de gestores, empreendedores e comunidades do entorno, entre outras ações descritas no documento.
“Países que já compreenderam o valor estratégico dos seus parques e de suas Áreas Protegidas transformaram esses espaços em âncoras para o fortalecimento econômico e para a projeção internacional. Falamos da África do Sul, Chile, Costa Rica e Estados Unidos, por exemplo. Com vontade política é possível transformar nosso patrimônio em vetor de desenvolvimento socioeconômico e de fortalecimento do orgulho nacional”, afirma Renata Mendes, diretora executiva do Instituto Semeia — organização que atua para incentivar a visitação nos Parques do Brasil, fortalecer a gestão dessas unidades e apoiar o desenvolvimento socioeconômico das regiões onde estão inseridas.
As lideranças envolvidas nesta ação seguirão provocando agendas com os candidatos(as) e apresentando o documento em eventos do setor ao longo do ano. O manifesto segue aberto e outras organizações podem assiná-lo até o fim de maio. Para manifestar o interesse em assinar, basta preencher este formulário.
“Essa é uma agenda capaz de unir conservação da biodiversidade brasileira, valorização de comunidades tradicionais e crescimento econômico em territórios urbanos e rurais, focando no empreendedorismo da cadeia produtiva do turismo, com benefícios diretos para todo o país, inclusive posicionando o Brasil como protagonista mundial em sustentabilidade e ecoturismo”, diz Roséli Azi Nascimento, presidente da Associação Nacional de Turismo de Observação de Vida Silvestre (TOVS).
Clique aqui para acessar a Carta Manifesto – Turismo de Natureza no Brasil: Conservação, Desenvolvimento e Orgulho Nacional
Confira a lista das 19 organizações que já assinaram o Manifesto com o Instituto Semeia:
WWF Brasil
Abeta – Associação Brasileira das Empresas de Ecoturismo e Turismo de Aventura
Abrasparques – Associação Brasileira de Operadores de Parques Naturais e Urbanos
Aliança Bike – Associação Brasileira do Setor de Bicicletas
Braztoa – Associação Brasileira das Operadoras de Turismo
CNC – Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo / Conselho Empresarial de Turismo e Hospitalidade (Cetur)
Coletivo Muda
Entre Parques
Gear Tips Outdoor
Grande Reserva da Mata Atlântica
Instituto Aupaba
Instituto Serra do Curral
Onçafari
Projeto Parques Nacionais
Rede Brasileira de Trilhas de Longo Curso
SAVE Brasil
Sindepat – Sistema Integrado de Parques e Atrações Turísticas / Comitê de Parques Naturais
SOS Mata Atlântica
TOVS – Associação Nacional de Turismo de Observação de Vida Silvestre
O WWF-Brasil apoia Unidades de Conservação na Amazônia, Cerrado, Caatinga e Mata Atlântica, como os Parques Nacionais no Extremo Sul da Bahia: do Pau Brasil, Histórico do Monte Pascoal e do Descobrimento
© Adriano Gambarini /WWF-Brasil
Links relacionados
- WWF-Brasil e Airbnb lançam Rota das Marés no Extremo Sul da Bahia
- Websérie de turismo sustentável revela as belezas ancestrais do Sul da Bahia
Visitantes percorrem trilha no Parque Nacional do Monte Pascoal, no extremo sul da Bahia, em uma experiência de turismo de natureza que valoriza a Mata Atlântica, a conservação ambiental e o desenvolvimento sustentável de áreas protegidas.
FONTE: WWF BRASIL

























