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Operação Emendatio apura desvio de emendas por Chiquinho Brazão após condenação por morte de Marielle

A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta quinta-feira (9) a Operação Emendatio para investigar o desvio de emendas parlamentares pelo ex-deputado Chiquinho Brazão, cassado e condenado pelo assassinato da vereadora Marielle Franco.

Cerca de 60 policiais cumpriram dois mandados de prisão preventiva e 21 de busca e apreensão na cidade do Rio de Janeiro, autorizados pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Domingos Brazão, irmão de Chiquinho, e Robson Calixto Fonseca — ambos condenados no caso Marielle — também foram alvos. Raphael da Silva Gonçalves, ex-assessor de Domingos, está entre os presos.

Entre as medidas autorizadas pelo STF está o bloqueio patrimonial de R$ 100 milhões.

Investigação aponta que recursos de emendas federais eram direcionados a organizações da sociedade civil (OSCs) no Rio de Janeiro, que mantinham contratos com órgãos públicos. Parte da verba era desviada por pagamentos indevidos, uso de empresas de fachada e laranjas.

Superfaturamento, conluio entre empresas e inexecução contratual estão entre as irregularidades apuradas.

A ação busca colher provas, identificar novos envolvidos e aprofundar a análise financeira dos investigados, além de recuperar bens desviados.

Os crimes investigados são peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Em fevereiro deste ano, o STF condenou os irmãos Brazão a 76 anos de prisão pelo assassinato de Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, mortos em 14 de março de 2018. A assessora Fernanda Chaves sobreviveu ao atentado.

Domingos e Chiquinho foram condenados por dois homicídios qualificados, tentativa de homicídio qualificado e organização criminosa armada. Robson Calixto Fonseca foi condenado por integrar organização criminosa armada.

Rivaldo Barbosa, delegado da Polícia Civil do Rio, foi sentenciado por obstrução à justiça e corrupção passiva. O ex-PM Ronald Paulo Alves foi condenado por dois homicídios qualificados e tentativa de homicídio.

Em outubro de 2024, o Tribunal de Justiça do Rio condenou os executores Ronnie Lessa e Élcio Queiroz. Já em abril de 2025, o STF autorizou a prisão domiciliar de Chiquinho Brazão.

Procurada pela reportagem, a defesa de Chiquinho Brazão não quis se manifestar.

Fonte: Agência Brasil

Imagem: © Polícia Federal/divulgação

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