Comunidade brasileira no Japão diminui quase 1% em 2025; confira os números por província
Somente na região de Tokai, incluindo Aichi, Shizuoka, Mie e Gifu, houve uma redução de mais de 1.300 brasileiros
O número de brasileiros vivendo no Japão caiu em 2025, segundo dados divulgados pela Agência de Serviços de Imigração do Japão na sexta-feira (27).
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De acordo com o relatório, a comunidade brasileira passou de 211.907 pessoas em 31 de dezembro de 2024 para 210.014 em 31 de dezembro de 2025, uma redução de 1.893 residentes
No entanto, apesar da queda entre brasileiros, o total de estrangeiros no Japão atingiu um novo recorde histórico. Ao todo, eram 4.125.395 estrangeiros no fim de 2025, um aumento de 356.418 pessoas (+9,5%) em relação ao ano anterior. Ou seja, pela primeira vez, o país supera a marca de 4 milhões de residentes estrangeiros.
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Entre as principais nacionalidades, de acordo com os dados, o Brasil se manteve como a 7ª maior comunidade estrangeira, um dos poucos grupos que registraram queda, ao lado da Coreia do Sul. No entanto, países como Nepal, Indonésia e China tiveram crescimento expressivo.
Províncias com mais aumento de brasileiros
Ainda assim, mesmo com a queda nacional, algumas regiões registraram crescimento da comunidade brasileira. Os maiores aumentos foram:
- Fukui: +293
- Tóquio: +166
- Shimane: +104
- Okinawa: +96
- Toyama: +87
- Chiba: +73
- Gunma: +58
O destaque vai para Fukui, que apresentou o maior crescimento absoluto no período, reforçando a tendência de expansão da comunidade brasileira em regiões fora dos grandes centros tradicionais, de acordo com o relatório.
Províncias com maior redução
Por outro lado, algumas das principais concentrações históricas de brasileiros tiveram quedas significativas:
- Shizuoka: -662
- Aichi: -574
- Shiga: -230
- Ibaraki: -204
- Saitama: -200
- Nagano: -179
A redução mais forte ocorreu justamente em regiões industriais que tradicionalmente concentram trabalhadores estrangeiros, o que pode indicar mudanças no mercado de trabalho ou deslocamento para outras províncias.
Assim, na região de Tokai, a queda foi particularmente expressiva. Somando os dados das províncias de Aichi, Shizuoka, Mie e Gifu, houve uma redução de mais de 1.300 brasileiros entre 2024 e 2025.
Veja o número de brasileiros por província
(em 31 de dezembro de 2025, de acordo com a Agência de Imigração. O número entre parênteses indica a diferença da população brasileira em relação a 2024)
Hokkaido/Tohoku
Hokkaido: 213 (+12)
Fukushima: 203 (-7)
Miyagi: 186 (+13)
Iwate: 100 (+8)
Yamagata: 80 (-15)
Aomori: 36 (0)
Akita: 14 (+2)
Kanto
Gunma: 13.995 (+58)
Kanagawa: 9.451 (-98)
Saitama: 7.116 (-200)
Ibaraki: 5.704 (-204)
Tóquio: 4.701 (+166)
Tochigi: 3.799 (-111)
Chiba: 3.637 (+73)
Hokuriku
Fukui: 5.304 (+293)
Toyama: 2.706 (+87)
Ishikawa: 1.599 (-148)
Niigata: 284 (-22)
Koshin
Nagano: 4.615 (-179)
Yamanashi: 2.828 (+25)
Tokai
Aichi: 60.406 (-574)
Shizuoka: 31.489 (-662)
Mie: 13.883 (-152)
Gifu: 12.349 (+12)
Kinki
Shiga: 9.267 (-230)
Osaka: 2.785 (-2)
Hyogo: 2.375 (-18)
Quioto: 623 (+23)
Nara: 349 (+9)
Wakayama: 119 (+2)
Chugoku
Shimane: 3.992 (+104)
Hiroshima: 2.261 (-66)
Okayama: 866 (-27)
Yamaguchi: 217 (-91)
Tottori: 55 (+7)
Shikoku
Ehime: 250 (-3)
Kagawa: 168 (-16)
Tokushima: 54 (+14)
Kochi: 20 (-4)
Kyushu/Okinawa
Okinawa: 1.064 (+96)
Fukuoka: 374 (-28)
Kagoshima: 92 (-44)
Oita: 91 (+5)
Kumamoto: 84 (-8)
Nagasaki: 74 (+9)
Miyazaki: 57 (+2)
Saga: 35 (0)
Residência desconhecida: 44 (-4)
Ranking das maiores comunidades estrangeiras
Por fim, o levantamento também detalha as nacionalidades com maior presença no Japão. Confira o top 10:
- China: 930.428 (+57.142)
- Vietnã: 681.100 (+46.739)
- Coreia do Sul: 407.341 (-1.897)
- Filipinas: 356.579 (+15.061)
- Nepal: 300.992 (+67.949)
- Indonésia: 266.069 (+66.245)
- Brasil: 210.014 (-1.893)
- Myanmar: 182.567 (+47.993)
- Sri Lanka: 79.128 (+15.656)
- Taiwan: 73.256 (+3.109)
Destaque para o Nepal (+67.949) e a Indonésia (+66.245), que tiveram os maiores crescimentos absolutos. Além disso, a China segue como a maior comunidade estrangeira no país.
De acordo com a Agência de Imigração, outro ponto relevante é a ascensão do Sri Lanka, que subiu da 12ª para a 9ª posição no ranking.
FONTE: ALTERNATIVA ON LINE

























