Servidores(as) aprovam reajuste de R$ 110 no vale alimentação, mas pedem ‘revisão’ do índice de 3,81% para salários
Servidores(as) municipais decidiram, em assembleia realizada na noite desta segunda-feira (30/3) aceitar proposta de reajuste do vale-alimentação de ativos(as) e inativos(as), no valor de R$ 110 oferecido pela Prefeitura de Marília. Porém, a categoria quer continuar negociando o reajuste dos salários, com um índice de 5%. A administração ofereceu 3,81%, que é a inflação acumulada pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo).
Reunião para tratar sobre a data-base dos(as) servidores(as) aconteceu na Secretaria de Administração Municipal, com participação da presidenta do Sindimmar (Sindicato dos Trabalhadores nos Serviços Públicos Municipais de Marília), Vanilda Gonçalves de Lima, diretora jurídica Maria Luiza, tesoureiro Rafael Teixeira e servidor da saúde Geison Reinar Fogo.
Pela prefeitura estiveram presentes: a presidenta do Ipremm (Instituto de Previdência do Município de Marília), Fátima Gatti; o chefe de gabinete Rafael Takamitsu, o Goro; secretário interino de administração José Carlos da Silva; procurador da prefeitura Pedro Galhardo e o secretário da Fazenda e Planejamento Econômico, Rafael Rastelli Barbosa.
José Carlos apontou as medidas adotadas pela administração municipal, mencionando o cumprimento da Lei do Descongela, que atingiu mais de três mil trabalhadores(as); plano de cargos e carreira, que beneficiou outros 1,2 mil com reajuste a partir de títulos e promoções. Após essa explanação, foram apresentados os índices que poderiam ser usados como referência para o reajuste salarial. O IPCA, que ficou em 3,81%; o INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), 3,36% e o IGPM (Índice Geral de Preços – Mercado), que ficou negativo em 3,37%.
Inicialmente foi mencionado que os ganhos dos(as) trabalhadores(as) poderia ser reajustado em 3,5%, com R$ 60 de reajuste no vale-alimentação. Tal proposta foi veementemente contestada pelos(as) servidores(as) presentes, pois não representa a realidade vivida pela categoria.
“Na reunião passada, em 2025, falou-se em valorizar o trabalhador. Esses números não atendem a esse compromisso firmado naquela ocasião, pelo próprio prefeito Vinicius Camarinha”, destacou Vanilda.
Após muitas contas e ponderações, Goro deixou a sala para analisar um reajuste maior nos salários e no vale-alimentação. Após cerca de 40 minutos ele retornou com o índice de 3,81% de reajuste salarial e R$ 110 para o vale-alimentação. Os sindicalistas ainda argumentaram, reivindicaram ao menos 4% de reposição salarial, com uma pequena percentagem de aumento real, mais R$ 150 no vale-alimentação, mas Goro foi contundente, afirmando ter conversado com o prefeito Vinícius, chegando a esse limite.
Após a reunião no prédio da Prefeitura de Marília, os(as) servidores(as) se encontraram em assembleia extraordinária, na sede do Sindimmar, para discutir as propostas. O reajuste no valor do vale-alimentação foi aprovado pela grande maioria dos presentes. Sobre o percentual de reajuste dos salários, os(as) trabalhadores(as) optaram por votar pela continuidade das negociações, apresentando uma contraproposta à administração com índice de 5%. Professores, que deveriam ter reajuste a partir de janeiro de 2026, vão ter ainda a correção do piso da categoria, em 5,4%, juntamente com o reajuste dos(as) demais trabalhadores(as).
Vanilda destacou que a assembleia é soberana e que a contraproposta vai ser encaminhada à administração, para definição de uma nova data para tratar dessa questão. A data-base dos(as) servidores(as) municipais de Marília é 1º de abril, com pagamento das eventuais correções e vale-alimentação e vale saúde, em maio.

























