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Japão proíbe uso de carregadores portáteis em aviões a partir de 24 de abril

Governo limita o transporte a duas unidades por passageiro e veta o carregamento de aparelhos durante o voo para evitar incêndios

O Ministério da Terra, Infraestrutura, Transporte e Turismo do Japão (MLIT) anunciou nesta terça-feira (14) uma mudança rigorosa nas normas de segurança aérea.

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A partir do dia 24 de abril, passageiros não poderão mais utilizar carregadores portáteis (power banks) dentro das aeronaves em voos que partem ou chegam ao Japão. Além disso, o governo limitará o transporte desses dispositivos a apenas duas unidades por pessoa, informou a emissora NHK.

A medida responde ao aumento de incidentes envolvendo fumaça e fogo causados por baterias de íon de lítio.

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No ano passado, por exemplo, um carregador portátil pegou fogo em um compartimento de bagagem superior em um aeroporto na Coreia do Sul. Casos semelhantes têm ocorrido com frequência, o que motivou a atualização das regras para proteger passageiros e tripulantes.

Entenda as novas restrições de uso e carga

As novas diretrizes proíbem especificamente o uso do carregador portátil para alimentar smartphones ou outros eletrônicos durante o voo. Ao mesmo tempo, o ministério veta o carregamento do próprio acessório nas tomadas ou portas USB disponíveis nos assentos dos aviões.

Nesse sentido, os dispositivos devem permanecer desligados e sem conexão durante todo o trajeto.

O Japão decidiu adotar essas restrições para se alinhar aos padrões internacionais. Em março deste ano, a Organização da Aviação Civil Internacional (ICAO) revisou suas normas globais e recomendou a proibição do uso desses aparelhos a bordo.

“Pedimos a compreensão e cooperação dos usuários para garantir a segurança de todos”, declarou o órgão oficial em nota.

Despacho de baterias continua proibido

Embora os passageiros possam levar até dois carregadores na bagagem de mão, o despacho desses itens no compartimento de carga continua terminantemente proibido. Esta regra também se aplica a cigarros eletrônicos e outros produtos com baterias de lítio.

O motivo é estratégico: se ocorrer um incêndio no compartimento de carga, a tripulação demora mais para detectar o problema, o que aumenta o risco de o fogo se espalhar para outros itens.

Apesar das normas vigentes, muitas pessoas ainda tentam despachar esses objetos por descuido. Segundo dados de companhias aéreas, as inspeções de segurança no Aeroporto de Haneda detectaram pelo menos 17 mil casos de baterias em malas despachadas apenas no ano passado.

A All Nippon Airways (ANA) liderou o registro com cerca de 10 mil detecções, seguida pela Skymark e pela Japan Airlines (JAL).

Falhas na detecção de carregadores portáteis

O Ministério alertou que os sistemas de segurança atuais focam na prevenção de atos de terrorismo e explosivos. Por outro lado, a tecnologia de inspeção nem sempre consegue identificar baterias de lítio de forma automática.

Por isso, existe o risco de alguns dispositivos passarem despercebidos pelo raio-X, aumentando a responsabilidade do passageiro em seguir as regras.

Portanto, as autoridades e as companhias aéreas pretendem intensificar a divulgação dessas normas nas próximas semanas. O objetivo é garantir que todos os viajantes saibam o que podem ou não carregar antes de chegarem ao aeroporto, evitando atrasos e garantindo que o transporte aéreo permaneça seguro.

Perguntas frequentes

  • Posso carregar meu celular usando um power bank durante o voo?
    Não. A partir de 24 de abril, o uso de carregadores portáteis para alimentar qualquer dispositivo eletrônico dentro do avião está proibido no Japão. Nem mesmo o próprio dispositivo pode ser carregado.
  • Quantos carregadores portáteis posso levar na bagagem de mão?
    Cada passageiro poderá levar, no máximo, dois carregadores portáteis na cabine. No entanto, eles não podem ser despachados na mala que vai para o compartimento de carga.
  • Por que não posso despachar baterias de lítio na mala?
    A proibição existe porque incêndios no compartimento de carga são difíceis de detectar rapidamente. Na cabine, a tripulação pode agir de imediato caso o aparelho apresente fumaça ou fogo.

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