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Crise no Estreito de Ormuz ameaça frear crescimento global e pressionar inflação, aponta ONU

Sob a crescente tensão no Oriente Médio, novas projeções das Nações Unidas alertam para impactos econômicos de alcance mundial decorrentes das restrições impostas pelo Irã à navegação no Estreito de Ormuz. Segundo o secretário‑geral António Guterres, a medida já desencadeia uma “onda de choque” capaz de atingir desde o PIB global até o preço dos alimentos. A fonte das informações é a ONU News.

Segundo especialistas citados por Guterres, mesmo um cessar‑fogo parcial não evitará danos profundos à logística internacional. Restrição prolongada ameaça comprometer avanços obtidos após a pandemia e a guerra na Ucrânia, com cadeias de suprimentos desreguladas, baixa produção e pressão inflacionária persistente.

Cenário mais otimista, com suspensão imediata dos bloqueios, ainda projeta desaceleração: o crescimento mundial cai de 3,4% para 3,1%, enquanto a inflação retorna à alta e atinge 4,4%. Comércio de mercadorias deve recuar de 4,7% para 2%, evidenciando a dificuldade de recuperação rápida.

Estudo intermediário traça um quadro humanitário grave caso a instabilidade persista até meados de 2026. Nessa hipótese, o crescimento global recuaria a 2,5% e a inflação subiria para 5,4%. Projeções sociais indicam que 32 milhões de pessoas podem cair na pobreza extrema, impulsionadas pela redução de fertilizantes e prejuízos às safras, o que também colocaria 45 milhões em situação de fome extrema.

FONTE: ONU NEWS

IMAGEM: Foto da ONU/Mark Garten 

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