Estoque de nafta será suficiente para além do fim do ano no Japão, diz Takaichi
Governo prevê aumento nas compras externas após impacto do conflito no Oriente Médio sobre rotas energéticas
O Japão espera atravessar 2026 sem falta de nafta, mesmo diante das tensões no Oriente Médio que afetaram o fluxo global de energia. A garantia veio da primeira-ministra Sanae Takaichi, que afirmou que o país deve manter estoques do produto suficientes para além do fim do ano.
Clique aqui para seguir o canal da Alternativa no WhatsApp
De acordo com informações do Kyodo News, a declaração aconteceu na quinta-feira (30), durante uma reunião com ministros para discutir os impactos do conflito na região.
Segundo Takaichi, o governo decidiu intensificar a importação de derivados de nafta, com compras ampliadas de países como Estados Unidos, Argélia e Peru.
Acompanhe nossos canais e não perca nenhuma novidade
A expectativa é de uma escalada significativa já no curto prazo. Em maio, o volume importado deve atingir o triplo dos níveis registrados antes do início da crise.
A primeira-ministra já havia indicado anteriormente a possibilidade de manter reservas superiores a seis meses. Agora, com o reforço nas importações e o estoque existente, o governo projeta um cenário mais estável. “O fornecimento deve se estender ainda mais e continuar além do final do ano”, afirmou.
A preocupação com o abastecimento aumentou após o fechamento efetivo do Estreito de Ormuz pelo Irã, no fim de fevereiro. A rota é uma das mais importantes do mundo para o transporte de energia e sua interrupção provocou impactos diretos na oferta e nos preços de insumos essenciais.
Por que a nafta é importante para o Japão
Derivada do petróleo, a nafta é uma matéria-prima central para a indústria petroquímica. Ela está presente na produção de plásticos, insumos médicos e uma ampla variedade de bens de consumo.
Por isso, o impacto da escassez vai além do setor industrial. Na indústria da moda, por exemplo, a produção de fibras sintéticas como poliéster e náilon depende diretamente do composto.
No Japão, até o setor alimentício sente os efeitos. A maior parte das bananas vendidas no país é importada ainda verde, principalmente de países como Filipinas e Equador. Ao chegar, a fruta passa por amadurecimento artificial com o uso de gás etileno, substância derivada da nafta, em câmaras específicas que garantem coloração e qualidade antes da venda.
O composto também é utilizado na fabricação de cosméticos, produtos farmacêuticos, solventes para tintas e vernizes, além de colas, selantes e componentes automotivos, o que amplia sua relevância para a economia global.
FONTE: ALTERNATIVA ON LINE

























