Número de crianças cai pelo 45º ano seguido no Japão e redução agrava crise demográfica
Além da diminuição no total absoluto, a proporção na população do país também recuou para 10,8%, o menor índice já registrado
O Japão registrou mais um marco negativo em sua demografia: o número de crianças com menos de 15 anos caiu para 13,29 milhões, o menor nível desde 1950, informou o jornal Yomiuri.
Clique aqui para seguir o canal da Alternativa no WhatsApp
A redução foi de 350 mil em relação ao ano anterior, mantendo uma sequência de queda que já dura 45 anos.
Os dados foram divulgados na segunda-feira (4) pelo Ministério de Assuntos Internos, um dia antes do “Dia das Crianças” nesta terça-feira. Além da diminuição no total absoluto, a proporção de crianças na população também recuou para 10,8%, o menor índice já registrado.
Acompanhe nossos canais e não perca nenhuma novidade
Por gênero, o número de meninos caiu para 6,81 milhões (menos 180 mil), enquanto o de meninas ficou em 6,48 milhões (redução de 170 mil).
Outro ponto que chama atenção é a distribuição por idade. Quanto mais jovem o grupo, menor o número de crianças. Entre 0 e 2 anos são 2,13 milhões, passando para 2,43 milhões entre 3 e 5 anos, 2,68 milhões entre 6 e 8, 2,96 milhões entre 9 e 11, e chegando a 3,09 milhões na faixa de 12 a 14 anos.
Índice bem baixo em relação a outros países
Na comparação internacional, o cenário japonês também preocupa. De acordo com o jornal, entre 38 países com população superior a 40 milhões, o Japão tem uma das menores proporções de crianças, ficando atrás apenas da Coreia do Sul (10,2%).
O índice japonês está bem abaixo de países como Estados Unidos (17,1%) e China (15,4%), indicando um avanço mais acentuado do envelhecimento populacional.
A tendência de queda é de longo prazo. Em 1955, o país tinha 29,8 milhões de crianças — mais que o dobro do número atual. Em 2026, esse total representa cerca de 45% do pico histórico.
A participação das crianças na população também despencou ao longo das décadas. Era de 35,4% em 1950, caiu para 23,5% em 1980 e chegou a 18,2% em 1990, mantendo trajetória descendente até os dias atuais.
FONTE: ALTERNATIVA ON LINE
























