Políticos japoneses são presos por aceitarem propina de ¥60 milhões
Um vereador, ex-vereador e presidente de empresa de materiais de construção foram presos sob suspeita corrupção em caso envolvendo a construção de nova prefeitura.
O vereador de Yatsushiro (Kumamoto), Yukio Narimatsu, 54, e o ex-vereador Teruyuki Matsuura, 84, foram presos sob a acusação de corrupção passiva por intermediação.
A suspeita é de que ambos tenham recebido 60 milhões de ienes em propina da construtora Maeda Corporation em troca de favorecimento na licitação para a construção da nova sede da prefeitura de Yatsushiro.
O presidente da Sonogawa-gumi, empresa de materiais de construção, Sonogawa Chusuke, também foi detido por envolvimento no crime.
De acordo com as investigações, Narimatsu recebeu a propina pelas mãos de Sonogawa, em uma reunião que aconteceu ocorrido na casa Matsuura.
Segundo as investigações, entre 2016 e junho de 2019, os suspeitos teriam pressionado funcionários municipais para adotar critérios de avaliação que beneficiassem a construtora na edificação do novo prédio da prefeitura, que foi concluído em 2022 como um “símbolo de reconstrução”.
O antigo prédio foi danificado no terremoto de Kumamoto em 2016.
Em junho de 2021, teriam recebido o montante como contrapartida. Além disso, há indícios de que a dupla tenha solicitado um aumento de cerca de 1,1 bilhão de ienes no lucro da obra, instruindo servidores a viabilizar esse incremento. O pagamento teria ocorrido na residência de Matsuura.
Investigação e negação do suspeito
O caso ganhou notoriedade após denúncias sobre o processo de construção da nova prefeitura. Em dezembro de 2025, a câmara municipal instaurou uma Comissão do Artigo 100 para investigar as irregularidades.
Narimatsu, que está em seu sexto mandato e já ocupou cargos de liderança no Partido Liberal Democrata, negou veementemente as acusações em uma coletiva realizada em abril deste ano, classificando as suspeitas como ‘forjadas’.
A polícia aponta que os critérios de avaliação adotados pela cidade eram praticamente idênticos à proposta apresentada pela construtora, favorecendo empresas com histórico de construção de prédios administrativos.
A nova prefeitura, com cerca de 27.500 m² e sete andares, teve sua construção financiada majoritariamente por títulos de dívida para recuperação de desastres e leis especiais de fusão, sendo custeada por impostos locais distribuídos pelo governo central.
A força-tarefa policial continua analisando documentos internos e depoimentos para esclarecer o destino do dinheiro e os detalhes do conluio que envolveu recursos públicos destinados à reconstrução pós-terremoto de Kumamoto.
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