Guterres cobra justiça climática e reformas para a África em cúpula em Nairóbi
Na Cúpula Africa Forward, realizada em Nairóbi, no Quênia, o secretário-geral da ONU, António Guterres, defendeu maior justiça climática e financeira para a África, destacando que o continente não é apenas alvo de soluções globais, mas também produtor de respostas para os próprios desafios.
Durante o discurso, Guterres afirmou que o atual sistema financeiro internacional ainda funciona como obstáculo ao desenvolvimento africano. Segundo ele, a região precisa de investimentos em larga escala, parcerias baseadas no respeito mútuo e regras mais justas para impulsionar seu crescimento.
Com forte apelo à transição energética, o secretário-geral lembrou que a África concentra 60% do potencial solar do planeta, mas recebe apenas 2% dos investimentos globais em energia limpa. Ele disse que, com financiamento adequado, o continente pode produzir até 10 vezes mais energia do que necessita até 2040.
Também cobrou reformas na governança global, incluindo mudanças no Conselho de Segurança da ONU e a inclusão de assentos permanentes para países africanos. No campo econômico, criticou as altas taxas de juros e o sistema da dívida, que, segundo ele, penaliza as economias em desenvolvimento.
Além disso, Guterres destacou a juventude africana como a maior oportunidade do século e defendeu investimentos em inteligência artificial, educação e infraestrutura local. Ao tratar das mudanças climáticas, afirmou que a adaptação precisa deixar de ser tratada como tema secundário e pediu mais recursos para proteger populações e estruturas vulneráveis.
A agenda do secretário-geral continua em Adis Abeba, na Etiópia, onde ele participa da 10ª Conferência Anual coorganizada pela União Africana e pelas Nações Unidas.
Fonte: ONU News.
Imagem: ONU em Nairobi/Abdikarim Haji

























