VariadosVariedades

No Mês das Mães, Gota de Leite alerta para o risco da automedicação

Dor de cabeça, azia, enjoo, alergias, dores musculares e dificuldades no pós-parto estão entre as queixas durante a gestação e a amamentação que podem representar risco quando tratadas sem orientação profissional. No Mês das Mães, a Maternidade Gota de Leite alerta mulheres grávidas ou que estejam amamentando seus filhos para que não se automediquem.

“Informação segura também é cuidado. Muitas mulheres recorrem à automedicação diante de sintomas comuns da gravidez e da amamentação, sem imaginar que até medicamentos considerados simples ou naturais podem trazer riscos nesse período”, frisou a presidente da Maternidade Gota de Leite, Virgínia Balloni.

O estudo “Nascer no Brasil”, coordenado pela Fundação Oswaldo Cruz, identificou alta prevalência de uso de medicamentos durante a gravidez. Pesquisas derivadas do projeto apontam que cerca de 80% a 85% das gestantes utilizaram algum medicamento ao longo da gestação.

Embora muitos desses medicamentos façam parte do acompanhamento médico adequado, como vitaminas, ferro e tratamentos prescritos, a automedicação é totalmente desaconselhada.

“Principalmente no primeiro trimestre, fase de formação e desenvolvimento do bebê, o uso de medicamentos por conta própria pode trazer riscos de sangramentos, complicações e malformações, colocando em risco a vida da mãe e do bebê”, alertou a farmacêutica da Maternidade Gota de Leite, Cleiva Parckert.

Entre os possíveis riscos associados ao uso inadequado de medicamentos na gravidez estão intoxicação fetal, parto prematuro, alterações neurológicas, malformações e problemas cardíacos e respiratórios até aborto espontâneo.

Pesquisas publicadas pela Fundação Oswaldo Cruz mostram que muitas gestantes acreditam que substâncias naturais não oferecem riscos, o que nem sempre é verdade. Estudos brasileiros publicados entre 2021 e 2022 identificaram uso elevado de plantas medicinais durante a gravidez, frequentemente sem conhecimento dos possíveis efeitos adversos.

Ervas populares como boldo, canela e poejo, por exemplo, podem apresentar toxicidade em determinadas fases da gestação e até favorecer complicações gestacionais.

Na amamentação, os riscos da automedicação permanecem: “Já no período de amamentação, existem medicamentos que diminuem a produção de leite materno. Ou passam para o bebê através do leite, causando efeitos indesejados na criança. E há também os medicamentos que alteram o sabor do leite materno. Nesses casos o bebê começa a recusar a mama e a mãe fica preocupada, mas não se atenta que o leite mudou de sabor, podendo levar ao desmame precoce”, alertou a farmacêutica Cleiva Parckert.

Ministério da Saúde publicou a segunda edição do manual “Amamentação e uso de medicamentos e outras substâncias” em 2023, reforçando a importância da avaliação individualizada antes do uso de qualquer substância durante o aleitamento.

Dependendo do medicamento que a mãe faça uso, o bebê em fase de amamentação pode apresentar sonolência excessiva, irritabilidade, dificuldade de sucção, alterações gastrointestinais, alergias e intoxicações.

A farmacêutica alerta que “mesmo medicamentos conhecidos e usados há muitos anos devem ser avaliados individualmente na gravidez e na amamentação. A orientação médica e farmacêutica é indispensável para garantir segurança à mãe e ao bebê”.

Reforçando que a Maternidade Gota de Leite é porta aberta para as gestantes a partir da 37ª semana de gestação, sem necessidade de encaminhamento. Assim como no período pós-parto, em que as mulheres que tiveram bebês na Gota têm agendamento de retorno, mas pode procurar a instituição diante de dúvidas ou desconfortos.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *