Hospitais do Japão agora podem cobrar “multa” de paciente que cancelar consulta médica de última hora
Nova regra do Ministério da Saúde começa a vigorar em junho e permite a cobrança de taxa se a pessoa cancelar a consulta ou faltar sem avisar
O Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-Estar do Japão passará a permitir, a partir de junho, que hospitais e clínicas cobrem “multas” por cancelamentos de consultas médicas sob regras definidas oficialmente pelo governo.
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Até agora, a prática não possuía critérios claros e permanecia em uma situação considerada ambígua.
Com a mudança, cada instituição médica poderá decidir se irá adotar a cobrança e também definir os valores aplicados, informou a emissora TBS.
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Em Tóquio, a clínica odontológica Nakagawa já anunciou que começará a aplicar a medida em 1º de junho.
Um aviso colocado na parede da clínica informa valores de 2.200 ienes para cancelamento no mesmo dia e 3.300 ienes para quem faltar à consulta sem avisar.
Clínicas relatam prejuízos com cancelamentos de pacientes
O diretor da clínica, Yuta Nakagawa, afirmou que registra diariamente entre duas e três desistências no mesmo dia.
De acordo com ele, os tratamentos costumam levar de 30 minutos a uma hora, e os cancelamentos acabam gerando custos de pessoal e materiais.
Entre os exemplos citados estão bolsas esterilizadas usadas para armazenar instrumentos médicos. Quando o paciente não comparece após a preparação dos equipamentos, os materiais acabam sendo desperdiçados.
Hospitais enfrentam dificuldades financeiras
A TBS destaca que diversas instituições médicas enfrentam atualmente dificuldades financeiras.
Hospitais e clínicas mobilizam profissionais de acordo com os horários agendados, mas deixam de receber remuneração quando ocorre o cancelamento.
O diretor da clínica geral Ito Oji-kamiya, Hiromichi Ito, afirmou que cancelamentos de vacinação também causam prejuízos.
Segundo ele, quando as doses não conseguem ser utilizadas dentro do período de armazenamento, as perdas podem chegar a 20 mil ou 30 mil ienes, sem que existisse até agora uma forma de recuperar esses custos.
A expectativa é que a nova regra ajude a reduzir parte das despesas enfrentadas pelas instituições médicas.
No entanto, a emissora menciona que seria importante considerar situações individuais, como casos em que o paciente piora de saúde e realmente não consegue comparecer à consulta.
FONTE: ALTERNATIVA ON LINE

























