Cerimônias no sudoeste do Japão lembram os 35 anos da tragédia do Monte Unzen
Quarta-feira marcou a passagem de 35 anos do fluxo piroclástico mortífero ocorrido no cume Fugen, do Monte Unzen, da província de Nagasaki, região sudoeste do Japão.
Em 3 de junho de 1991, uma erupção no cume desencadeou um grande fluxo piroclástico que mataria 43 pessoas, incluindo equipes de reportagem, bombeiros voluntários locais, policiais e motoristas de táxi. A tragédia levou a uma revisão das medidas de preparação para desastres vulcânicos e a forma de relato jornalístico das calamidades.
A partir da manhã de quarta-feira, cerimônias em memória das vítimas foram realizadas em vários locais da cidade de Shimabara, da mesma província.
Um grupo de 50 pessoas, incluindo o prefeito, Furukawa Ryuzaburo, depositou flores em um monumento fúnebre construído em uma praça do complexo habitacional onde ficaram abrigadas temporariamente pessoas que haviam perdido a moradia na calamidade.
Outra cerimônia foi realizada na cidade em memória dos 12 bombeiros voluntários perecidos no desastre, com a presença de familiares e do comandante da brigada de combate ao fogo — único membro ainda ativo entre os que atuaram na ocasião do desastre.
Morreram no ano passado Kanegae Kanichi, que era prefeito de Shimabara na época, e o vulcanólogo Ota Kazuya — dois líderes de esforços realizados para transmitir aos jovens as lições tiradas da tragédia.
O prefeito de Shimabara disse ser importante transmitir continuamente aos jovens o valor atribuído à montanha pelas duas personalidades locais que fizeram frente ao desastre.
FONTE: NHK PORTUGUES

























