Mesquita em Saitama tem atividades suspensas após obra ilegal e caso chega à Embaixada do Paquistão
Prefeitura de Kawagoe afirma que obra foi realizada em área com restrições urbanísticas e negocia solução diretamente com a Embaixada do Paquistão
Uma mesquita em Saitama construída sem autorização em uma área com restrições urbanísticas voltou ao centro de uma disputa entre a prefeitura de Kawagoe e os responsáveis pelo empreendimento. O caso ganhou repercussão após a realização de uma cerimônia de inauguração que contou com a presença do embaixador do Paquistão no Japão.
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A administração municipal afirma que o local foi erguido de forma irregular e informou que está mantendo negociações diretas com a Embaixada do Paquistão para buscar uma solução para a questão.
Prefeitura busca solução para o impasse
Segundo informações do Asahi Shimbun, a prefeita de Kawagoe, Hatsue Morita, divulgou um comunicado na última quarta-feira (10) informando que a cidade iniciou tratativas diretas com a Embaixada do Paquistão.
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“Vou insistir para alcançar uma resolução o mais breve possível, inclusive me reunindo pessoalmente com o embaixador”, declarou a prefeita.
A prefeitura também condenou a realização da cerimônia de inauguração da mesquita, realizada em abril, apesar das medidas administrativas adotadas anteriormente pela cidade.
Mesquita construída em área com restrições urbanísticas
De acordo com a prefeitura, o terreno onde está o prédio religioso é uma “área de controle de urbanização”, onde obras dependem de autorização específica.
A cidade descobriu a construção ilegal em outubro de 2024 após denúncias feitas por moradores da região.
Segundo as autoridades municipais, a empresa proprietária do terreno havia se comprometido a demolir a estrutura em março deste ano. Apesar disso, a inauguração do local aconteceu posteriormente.
Presença do embaixador ampliou repercussão do caso
Morita classificou a atitude da empresa como um ato de desafio “lamentável”.
A situação ganhou um novo componente quando a prefeitura constatou que o embaixador do Paquistão participou da cerimônia de inauguração.
Em resposta ao impasse, representantes municipais e integrantes da Embaixada do Paquistão realizaram discussões técnicas sobre a situação da mesquita em 1º de junho.
Ordens de paralisação ignoradas
A prefeitura informou que emitiu ordens de “paralisação da construção” com base em supostas violações da Lei de Planejamento Urbano.
Segundo a administração municipal, os responsáveis pela obra não cumpriram as determinações. Diante disso, a cidade responsabilizou o representante da empresa envolvida no projeto.
Em março, Kawagoe obteve da empresa um “plano de correção” que previa a demolição do prédio até março de 2031.
Cidade proíbe realização de orações no prédio
Embora exista um cronograma de correção apresentado pela empresa, a prefeita ressaltou que o prazo estabelecido não representa autorização para o funcionamento da mesquita durante esse período.
Por esse motivo, em uma reunião realizada em 4 de junho, as partes assumiram o compromisso de que “nenhuma oração será realizada neste prédio, sob nenhuma circunstância”.
FONTE: ALTERNATIVA ON LINE


























